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Aumentos salariais na banca: instituições mantêm proposta de 2% e fecham negociações de forma unilateral
Na reunião de 11 de setembro, segundo os sindicatos bancários da UGT, as instituições de crédito anunciaram a decisão de manter a proposta de 2% e encerrar as negociações.
14 Set 2026 - 16:08
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Os sindicatos do setor bancário afetos à UGT – Mais Sindicato, SBC e SBN – anunciaram, nesta segunda-feira, que os bancos recusaram rever a sua proposta de aumento salarial, mantendo os 2% propostos anteriormente. Na reunião de dia 11 de setembro, adiantam, o grupo negociador das instituições de crédito deu as negociações como terminadas após revelar a decisão anterior.
Estas negociações não são novas. Começaram no verão de 2025, recordam os sindicatos em comunicado, lembrando que a proposta inicial das instituições de crédito correspondia a um aumento de 1,5%. “Em todos os processos, os sindicatos contestaram o comportamento dos bancos, justificando a comprovada necessidade de haver aumento de salários e pensões superiores à taxa de inflação”, acrescentam.
A proposta de 2% surgiu em fevereiro deste ano e, em maio, afirmam os representantes dos bancários, as instituições de crédito “mantinham-se irredutíveis, alegando não poderem ir além desse valor”. Os sindicatos criticam fortemente esta postura e argumentação devido aos lucros “de muitos milhões de euros, da distribuição de dividendos exorbitantes aos acionistas e da atribuição de remunerações milionárias aos membros das administrações”.
As estruturas sindicais “exigem respeito” e consideram que o processo não se tratou de uma negociação, mas de “tempo desperdiçado”.
Adiantam ainda que as suas direções vão reunir “urgentemente”, de forma a decidir quais as medidas tomar perante esta situação.
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