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Banca angolana lucra 504,5 milhões de euros no primeiro semestre

Títulos de dívida pública representam 35% do total do ativos das instituições financeiras daquele país

25 Ago 2025 - 11:47

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As 20 principais instituições financeiras angolanas registaram, nos primeiros seis meses do ano, lucros de 504,5 milhões de euros, segundo noticiou nesta segunda-feira o jornal digital Expansão. Trata-se de um crescimento de 63% face ao período homólogo.

Estes resultados foram impulsionados pelo aumento dos investimentos em títulos da dívida pública, o principal instrumento de investimento da banca angolana, que representam 35% do total do ativo do setor.

Cerca de 70% dos lucros concentram-se em três instituições financeiras: o Banco Angolano de Investimentos (BAI), liderado por Luís Rodrigues Lélis; o Banco de Fomento de Angola, que detém 48,1% do banco português BPI e que vai dispersar parte do seu capital em bolsa no próximo mês de setembro, liderado por Luís Fernandes Gonçalves; e o Standard Bank, liderado pelo português Luís Fialho Teles.

Das 20 instituições financeiras, apenas uma registou prejuízos: o Banco Económico, herdeiro do antigo Banco Espírito Santo Angola (BESA), liderado por Jorge Pereira Ramos, que, de acordo com a publicação, se encontra em situação de falência técnica. Recorde-se que o Banco Económico se constituiu assistente no processo contra Ricardo Salgado, Álvaro Sobrinho e outros três ex-administradores, reclamando uma indemnização superior a quatro mil milhões de euros.

O pedido de constituição como assistente no processo, que envolve crimes de abuso de confiança, branqueamento de capitais e burla, foi enviado para o Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) e sublinha que, da acusação do Ministério Público, transparece um nexo de causalidade entre os prejuízos do BESA — que transitaram para o Banco Económico, criado em outubro de 2014 na sequência da derrocada do Grupo Espírito Santo (GES) — e a conduta dos arguidos.

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