2 min leitura
Banco central australiano volta a subir juros em 25 pontos base para 4,35%
O Banco da Reserva da Austrália aponta como motivo o contexto de intensificação das pressões inflacionistas decorrentes de fatores internos e subida dos combustíveis.
05 Mai 2026 - 10:05
2 min leitura
Michele Bullock, presidente do Banco de Reserva da Austrália | Foto: RBA
Mais recentes
- Advogado de lesados diz que muitos credores do BES podem não ser compensados devido a atrasos na Justiça
- Intervenções nacionais impedem os bancos de ganhar escala
- Santander oferece até 95% da pensão em novo plano de pré-reformas em Espanha
- Fim da fragmentação pode libertar 230 mil milhões de euros em ativos de elevada qualidade
- Revolução bancária na Europa. Comissão propõe menos reservas de capital, menos reportes e tratamento diferenciado para bancos de menor dimensão
- Preço mediano do metro quadrado sobe quase 20% no 1.º trimestre de 2026
Michele Bullock, presidente do Banco de Reserva da Austrália | Foto: RBA
O banco central da Austrália decidiu nesta terça-feira aumentar a taxa de juro oficial em 25 pontos base, para 4,35%, num contexto de intensificação das pressões inflacionistas decorrentes de fatores internos e subida dos combustíveis. A decisão, adotada por maioria de oito votos contra um, representa o terceiro aumento consecutivo e coloca as taxas de juro em níveis não vistos desde o início de 2025, numa medida que está em linha com o previsto pelos mercados.
O Banco da Reserva da Austrália (RBA, na sigla em inglês) indicou em comunicado que a inflação “registou uma subida significativa na segunda metade de 2025” e que os dados mais recentes confirmam que parte do aumento se deve a maiores pressões de capacidade na economia. A isto acresce o impacto do conflito no Médio Oriente, que provocou um forte aumento dos preços dos combustíveis e de outras matérias-primas, repercutindo-se progressivamente no conjunto de bens e serviços.
O RBA alertou ainda para sinais precoces de que muitas empresas estão a começar a transferir o aumento dos custos para os consumidores, enquanto as expectativas de inflação a curto prazo também registaram uma subida. De acordo com as novas previsões da instituição, que têm em conta o impacto do contexto geopolítico, a inflação subjacente — que exclui os preços da energia e dos produtos alimentares frescos devido à sua volatilidade — atingirá um pico mais elevado do que o previsto anteriormente, antes de uma moderação gradual.
A instituição sublinhou, porém, que persistem “incertezas significativamente elevadas” quanto à evolução económica. Em particular, o RBA alertou que um conflito mais prolongado ou grave poderá elevar ainda mais os preços da energia, impulsionando a inflação tanto a curto como a médio prazo, ao mesmo tempo que enfraquecerá o crescimento na Austrália e nos seus principais parceiros comerciais.
Olhando para o futuro, o banco central reiterou que continuará a avaliar os dados e a evolução dos riscos, prestando especial atenção à economia global, à procura interna, ao mercado de trabalho e à trajetória da inflação, com o objetivo de garantir a estabilidade dos preços e o pleno emprego.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- Advogado de lesados diz que muitos credores do BES podem não ser compensados devido a atrasos na Justiça
- Intervenções nacionais impedem os bancos de ganhar escala
- Santander oferece até 95% da pensão em novo plano de pré-reformas em Espanha
- Fim da fragmentação pode libertar 230 mil milhões de euros em ativos de elevada qualidade
- Revolução bancária na Europa. Comissão propõe menos reservas de capital, menos reportes e tratamento diferenciado para bancos de menor dimensão
- Preço mediano do metro quadrado sobe quase 20% no 1.º trimestre de 2026