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BCI e Millennium BIM entre os três bancos considerados sistémicos em Moçambique

O terceiro banco sistémico é o Standard Bank. O BCI conta com a maior classificação do Banco de Moçambique, de 230 pontos.

05 Mai 2026 - 10:20

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Foto: Pexels

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O BCI e o Millennium BIM, participados por bancos portugueses, mantêm-se entre as três instituições domésticas de importância sistémica em Moçambique, juntamente com o Standard Bank, segundo listagem atualizada pelo banco central e consultada nesta terça-feira pela Lusa. A tabela de classificação das instituições domésticas de acordo com a sua importância sistémica, que deve ser divulgada anualmente até 30 de abril pelo Banco de Moçambique, voltou este ano a colocar os mesmos três bancos no escalão máximo.

O BCI permanece em primeiro lugar, com 230 pontos, seguido do Millennium BIM (184 pontos) e do Standard Bank Moçambique, do grupo sul-africano Standard Bank, (151 pontos). Na listagem divulgada pelo Banco de Moçambique há ainda duas instituições designadas como “quase” sistémicas (65 a 130 pontos) no país, casos do Absa (117 pontos) e do Moza Banco (71), neste caso desde 2023 na categoria.

Dadas as dimensões, estas instituições sistémicas ou quase sistémicas são obrigadas a reservas de fundos próprios específicos, conforme prevê a legislação em vigor.

O BCI tem um capital social de 10 mil milhões de meticais (138 milhões de euros), numa estrutura acionista liderada (51%) pela Caixa Participações, do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), contando com o banco português BPI (35,67%) e ainda diretamente pela CGD (10,51%), entre outros, tendo fechado 2024 com 2712 trabalhadores. Os lucros do BCI recuaram 26,18% em 2024, segundo o relatório e contas noticiado anteriormente pela Lusa, passando do recorde de 8,18 mil milhões de meticais (110 milhões de euros) em 2023 para 6,04 mil milhões de meticais (81,2 milhões de euros) no ano passado, então influenciado “pelo aumento dos custos com imparidades e provisões em 127,1%”.

Já o Banco Internacional de Moçambique (BIM) iniciou atividade em outubro de 1995, em resultado de uma parceria estratégica entre o Millennium BCP e o Estado Moçambicano. Em 31 de dezembro de 2024, contava um capital social de 4,5 mil milhões de meticais (60,5 milhões de euros), a maioria detido pelo BCP África (grupo Millennium BCP), com uma participação de 66,69%, seguindo-se o Estado de Moçambique (17,12%), o Instituto Nacional de Segurança Social moçambicano (4,95%) e a Empresa Moçambicana de Seguros (4,15%), entre outros acionistas.

Os lucros do BIM Moçambique caíram para menos de metade em 2024, para 3,31 mil milhões de meticais (44,5 milhões de euros), segundo dados do relatório e contas noticiados anteriormente pela Lusa. De acordo com o banco, trata-se de uma redução de 54% face ao resultado líquido do exercício de 2023, quando atingiu os 7,21 mil milhões de meticais (96,9 milhões de euros) – na altura um aumento de 8,2% num ano -, “essencialmente explicada pelos aumentos nas imparidades e provisões”.

Os lucros do Standard Bank recuaram 15% em 2024, face ao recorde de 2023, para 6,13 mil milhões de meticais (82,4 milhões de euros), segundo o relatório e contas noticiado anteriormente pela Lusa. O Standard Bank Moçambique é um banco privado constituído em 1967, com sede em Maputo, – mas cuja atividade no país já data de 1894 – e que tem como empresa-mãe e acionista maioritário o Stanbic Africa Holdings Limited, um banco de investimento constituído no Reino Unido que detém uma participação equivalente a 98,15% do capital social.

Por sua vez, o Stanbic Africa Holdings Limited é uma entidade integralmente detida pelo Standard Bank Group, um banco de investimento constituído na África do Sul. Os restantes 1,85% do capital da sucursal de Moçambique são detidos por acionistas minoritários.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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