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Kyriakos Pierrakakis: “A consolidação do setor bancário europeu é um pré-requisito para a força”
Presidente do Eurogrupo avisa que “os bancos devem estar preparados para um ambiente de maior incerteza e rápidas mudanças tecnológicas”.
05 Mai 2026 - 11:12
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Kyriakos Pierrakakis, presidente do Eurogrupo/Foto: UE
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Kyriakos Pierrakakis, presidente do Eurogrupo/Foto: UE
A reunião do Eurogrupo que teve lugar ontem, em Bruxelas, registou um enfoque muito particular nas questões do setor bancário europeu e nos cenários que se perspetivam para o futuro. Os ministros das Finanças da zona euro ouviram os presidentes do Mecanismo Único de Supervisão e do Conselho Único de Resolução, no âmbito dos respetivos relatórios semestrais. A discussão centrou-se na resiliência operacional dos bancos, nomeadamente em matéria de cibersegurança e na utilização de inteligência artificial.
Os ministros debateram ainda questões bancárias transfronteiriças com Slawomir Krupa, presidente da Federação Bancária Europeia. A discussão incidiu sobre as barreiras à consolidação e à atividade bancária transfronteiriça, numa altura em que o banco italiano UniCredit lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre o banco alemão Commerzbank, bem como sobre a dimensão dos bancos, especialmente no que diz respeito ao investimento em tecnologia face aos seus congéneres internacionais.
Apesar das reiteradas garantias dadas por todos os supervisores de que o sistema bancário europeu permanece resiliente, o presidente do Eurogrupo não teve dúvidas em afirmar que “não há espaço para complacência. Os bancos devem estar preparados para um ambiente de maior incerteza e rápidas mudanças tecnológicas. É por isso que decidimos iniciar uma discussão sobre inteligência artificial na reunião de hoje. Modelos de IA de vanguarda estão a evoluir rapidamente e poderão, em breve, apresentar desafios de natureza potencialmente sistémica. Devemos, por isso, assegurar um quadro que apoie tanto a estabilidade como a competitividade”.
Kyriakos Pierrakakis, que se desloca esta terça-feira à Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, referiu ainda que a “consolidação do setor bancário europeu é um pré-requisito para a força. Tal pode conduzir a uma melhor alocação de capital e liquidez, a uma maior diversificação de riscos e a economias de escala — escala essa que poderá incentivar os bancos da União Europeia a aproximarem-se dos seus pares internacionais no investimento em novas tecnologias”.
“Acredito que a consolidação no setor bancário se traduzirá em maior estabilidade, maior competitividade e mais opções para os cidadãos. Este é um esforço que continuaremos, inclusive com base no próximo relatório da Comissão Europeia”, acrescentou.
Para Pierrakakis, “a mesma lógica de maior competitividade e maior escolha para os cidadãos aplica-se à União dos Mercados de Capitais. Na nossa conversa com Jörg Kukies, ex-ministro das Finanças da Alemanha, e Christian Noyer, ex-governador do Banque de France, analisámos as recomendações do respetivo relatório sobre o financiamento de empresas inovadoras”.
“Um melhor acesso ao capital privado, reformas nos sistemas de pensões complementares e a criação de um ‘28.º regime’ para o direito societário — todas estas são condições-chave para reforçar o crescimento e a inovação na Europa. Voltaremos a avaliar os progressos destas iniciativas em outubro”, referiu, acrescentando que “o Eurogrupo também está a avançar no trabalho em matéria de finanças digitais. Fizemos um balanço dos progressos técnicos dos últimos meses e acordámos os próximos passos, com o objetivo de adotar uma política europeia comum em julho”.
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