Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Banco Central da Rússia baixa taxa de juro em 25 pontos base para 14,25%

A economia russa registou o primeiro recuo trimestral em três anos e o défice orçamental na primeira metade de 2026 já equivale a cerca de 80 mil milhões de dólares.

19 Jun 2026 - 15:08

3 min leitura

Foto: Unsplash

Foto: Unsplash

O Banco Central da Rússia (BCR) baixou nesta sexta-feira a taxa de juro de referência em 25 pontos base, para 14,25%, num contexto de dificuldades económicas relacionadas com os custos da ofensiva na Ucrânia e com as sanções ocidentais. “O crescimento económico continua a um ritmo moderado, após um abrandamento temporário no início do ano”, indicou o BCR num comunicado.

Esta redução é menor do que o esperado pelos analistas, numa altura em que os indicadores da economia russa revelam uma situação delicada.

Mais de quatro anos após o início da guerra contra a Ucrânia, a Rússia enfrenta múltiplas sanções ocidentais, uma inflação elevada, custos de financiamento proibitivos e escassez de mão-de-obra.

O BCR tinha mantido a taxa de juro de referência em cerca de 20% durante dois anos, enquanto a economia russa beneficiava das despesas militares desde 2022. No entanto, estas despesas também fizeram subir a inflação, pesando sobre o crescimento, ao mesmo tempo que as empresas criticavam os elevados custos de financiamento.

A economia contraiu-se 0,2% no primeiro trimestre, registando o primeiro recuo trimestral em três anos, e as autoridades reviram em baixa as previsões de crescimento para 2026, para 0,4%, contra os 1,3% anteriormente previstos. Em 2025, o crescimento russo já tinha registado uma forte desaceleração, atingindo 1%, contra 4,3% em 2024.

O défice orçamental russo continua também a agravar-se, atingindo, nesta primeira parte de 2026, o equivalente a cerca de 80 mil milhões de dólares e ultrapassando em 60% a previsão de défice para o ano inteiro. O BCR observou que poderá ser necessária uma “trajetória da taxa de juro de referência mais elevada” do que o previsto, tendo em conta a política orçamental dos próximos três anos. Moscovo tenta colmatar este défice recorrendo, nomeadamente, ao bolso dos cidadãos russos comuns, com o aumento, por exemplo, do IVA em dois pontos percentuais já este ano.

O Presidente russo, Vladimir Putin, minimizou estas dificuldades num discurso proferido no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, no início de junho. “Num contexto tenso e difícil, a Rússia continua a reforçar a sua soberania (…) alargando o seu círculo de parceiros”, referiu.

Kiev também intensificou os ataques contra as infraestruturas de armazenamento e de hidrocarbonetos russas, numa tentativa de esgotar a fonte de receitas que Moscovo obtém das exportações. Os ataques de terça-feira e quinta-feira provocaram, nomeadamente, incêndios numa importante refinaria em Moscovo.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade