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Banco central são-tomense lança nota comemorativa dos 50 anos da independência
A nota comemorativa da independência de São Tomé e Príncipe lançada é apenas simbólica e não se destina à circulação corrente no país.
27 Ago 2026 - 14:37
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O Banco Central de São Tomé e Príncipe (BCSTP) assinalou 34 anos de existência na quarta-feira com o lançamento de uma nota simbólica e comemorativa de 50 dobras em alusão aos 50 anos da independência do arquipélago assinalados em 2025.
“A nota comemorativa de 50 dobras que hoje apresentamos não se destina à circulação monetária corrente. Não constitui, portanto, uma nova denominação destinada a substituir ou a acrescentar-se às notas que os cidadãos utilizam quotidianamente nas suas transações. Trata-se de uma emissão de natureza estritamente comemorativa, concebida como peça de memória, de celebração e de preservação histórica”, sublinhou o governador do BCSTP, Agostinho Fernandes.
“O valor que hoje queremos destacar não é, por isso, o valor facial nela inscrito, mas aquilo que esta peça representa e simboliza: uma homenagem a uma conquista fundamental do nosso povo e um testemunho destinado a transmitir às gerações futuras a memória dos cinquenta anos da nossa independência”, acrescentou.
Segundo Agostinho Fernandes, o BCSTP pretendia lançar a nota no ano passado, mas não foi possível devido a atrasos na nomeação dos atuais administradores da instituição pelo parlamento. Ainda assim, o Governador do BCSTP destacou que o lançamento ocorre num momento em que esta instituição “inicia um novo ciclo da sua história, sob a égide de uma nova Lei Orgânica e de um quadro de governação renovado e reforçado”, num “encontro entre a memória da Independência”, a história da moeda dobra e a renovação institucional do Banco Central.
“Ao celebrarmos os 34 anos do Banco Central de São Tomé e Príncipe e ao apresentarmos à Nação esta nota comemorativa de 50 dobras, renovamos solenemente um compromisso de preservar a confiança na moeda nacional, fortalecer as nossas instituições e contribuir para que a independência política conquistada em 1975 encontre expressão cada vez mais plena na estabilidade, no desenvolvimento, na prosperidade e no bem-estar do povo são-tomense”, sublinhou.
O primeiro-ministro são-tomense, que também foi governador do BCSTP, realçou a importância da instituição para o país, defendendo que “a independência, a competência técnica, o rigor e a responsabilidade institucional” devem continuar a orientar a ação do organismo.
“Queremos continuar a trabalhar com o Banco Central num espírito de diálogo institucional, respeito pelas competências de cada entidade e compromisso com o interesse nacional porque a estabilidade financeira não é um objetivo isolado. É uma condição para o desenvolvimento, para o investimento e para a confiança, e em última instância uma condição para melhorar a vida dos são-tomenses”, sublinhou Américo Ramos.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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