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Banco de Inglaterra quer aligeirar regras que forçam separação entre banca de retalho e banca de investimento
Regime de 'ring-fencing' foi criado em 2019 para separar as duas áreas de negócio em grandes bancos e proteger os depósitos dos clientes.
18 Mai 2026 - 16:25
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Foto UnspalshAnnie Spratt
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A Prudential Regulation Authority (PRA), o braço regulatório do Banco de Inglaterra, revelou nesta segunda-feira que pretende realizar uma consulta sobre a reforma de regras para serviços operacionais partilhados em bancos ‘ring-fenced’.
Este sistema de ‘ring-fencing’ foi introduzido em 2019 e obriga qualquer banco com mais de 35 mil milhões de libras em depósitos e atividade material na banca de investimento a separar a sua operação de retalho da de banca de investimento, de forma a proteger os depósitos dos clientes.
A proposta que o supervisor coloca em cima da mesa pretende dar mais flexibilidade às instituições bancárias na forma como estas partilham os seus recursos operacionais entre as duas atividades. De uma forma mais concreta, o Banco de Inglaterra refere-se a serviços de processamento de dados, tecnologia de informação e funções de backoffice transversais ao grupo.
Com isto, o banco central acredita ser possível otimizar requisitos e desbloquear reduções de custos. “É possível reformar esta área e continuar a garantir a segurança e a resiliência, graças a outros avanços introduzidos no conjunto de instrumentos da PRA desde a implementação do regime de ‘ring-fencing’”, reitera. Neste sentido, o Banco de Inglaterra destaca o regime de resolução bancária como algo que facilita o avanço desta reforma.
O diretor-executivo da PRA, David Bailey, esclarece que esta consulta pretende tornar as regras de ‘ring-fencing’ mais proporcionais, ao mesmo tempo que reduz os custos de ‘compliance’ para os maiores bancos britânicos. “Vai permitir aos bancos ter mais flexibilidade na forma como apoiam os seus clientes enquanto mantêm proteções importantes para os depósitos dos clientes”, salienta.
A PRA recorda que esta é uma de várias alterações que a entidade está a implementar, juntamente com o banco central, para promover crescimento e concorrência no setor bancário do país.
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