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Banco de Moçambique volta aos lucros no primeiro semestre após prejuízos de 2025
Resultado do Banco de Moçambique contrasta com prejuízo de 79,1 milhões de euros no primeiro semestre do ano anterior.
28 Jul 2026 - 11:02
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O Banco de Moçambique regressou aos lucros no primeiro semestre, de 4,19 mil milhões de meticais (56,5 milhões de euros), impulsionado por ganhos das operações de moeda estrangeira e ouro, segundo demonstrações financeiras divulgadas nesta terça-feira. De acordo com as contas do primeiro semestre de 2026, consultadas pela Lusa, o resultado do banco central contrasta com o prejuízo de 5,87 mil milhões de meticais (79,1 milhões de euros) no primeiros seis meses de 2025.
Os resultados foram sustentados essencialmente pela rubrica “Resultados de operações de moeda estrangeira e ouro”, que ascendeu a 15,54 mil milhões de meticais (209,7 milhões de euros), muito acima dos 2,35 mil milhões de meticais (31,7 milhões de euros) registados no período homólogo. As contas mostram igualmente uma recuperação da margem financeira, que passou de um saldo negativo de 526,9 milhões de meticais (7,1 milhões de euros) em junho de 2025 para um resultado positivo de 34,3 milhões de meticais (463 mil euros) no final do primeiro semestre de 2026.
Apesar do regresso aos lucros, o banco central registou uma redução significativa das reservas cambiais, que ascendiam a 215,4 mil milhões de meticais (2,91 mil milhões de euros) em junho de 2026, abaixo dos 291,5 mil milhões de meticais (3,94 mil milhões de euros) registados em dezembro do ano anterior. A redução foi de cerca de 76,08 mil milhões de meticais (1,03 mil milhões de euros), equivalente a 26,1% em apenas seis meses.
As notas explicativas esclarecem que parte da diminuição das disponibilidades junto de instituições de crédito no exterior ficou associada ao “pagamento de despesas do Estado no exterior”.
O balanço revela ainda que o ativo total do Banco de Moçambique atingiu 992,7 mil milhões de meticais (13,4 mil milhões de euros) no final de junho, aproximando-se do registo de um bilião de meticais. A instituição mantém uma forte exposição a instrumentos financeiros ligados ao Estado, com ativos financeiros ao custo amortizado que totalizavam 426,3 mil milhões de meticais (5,8 mil milhões de euros) no final de junho, dos quais a quase totalidade corresponde a Bilhetes do Tesouro e outros títulos públicos.
No conjunto, os ativos financeiros e reservas de ouro do banco central totalizavam 775,4 mil milhões de meticais (10,5 mil milhões de euros) em junho. As reservas de ouro estavam avaliadas em 32,44 mil milhões de meticais (438 milhões de euros), correspondentes a cerca de 126 575 onças, menos 7,4% do que os 35 mil milhões de meticais (473 milhões de euros) registados no final de 2025.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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