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Banco de Portugal aconselha famílias a ter um fundo de emergência
Supervisor diz que, idealmente, o fundo deve estar provisionado para fazer face a 4 meses de despesas
11 Ago 2026 - 15:28
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Foto Banco de Portugal
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O Banco de Portugal aconselha todas as famílias portuguesas a ter um fundo de emergência para fazer face a despesas imprevistas. Nas redes sociais, a entidade liderada por Álvaro Santos Pereira dedicou um episódio da rubrica “O Segredo dos Números” à constituição deste tipo de fundo.
De acordo com o supervisor, o referido fundo deve, idealmente, ter um valor equivalente a quatro meses de despesas habituais do agregado familiar.
Para constituir o fundo de reserva, o Banco de Portugal aconselha as famílias a definirem um montante que deve ser separado todos os meses, “sempre que o mês começa”, e, se possível, aconselha a “automatizar essa transferência”.
O Banco de Portugal aconselha ainda a reforçar o fundo de emergência com o reembolso do IRS ou com os subsídios de férias ou de Natal.
Segundo o 4.º Inquérito à Literacia Financeira da população portuguesa, promovido pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF) — um organismo que reúne o Banco de Portugal, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) —, 58,7% dos agregados familiares portugueses só conseguiria cobrir entre um e seis meses de despesas em caso de perda do principal rendimento.
Também a DECO — Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor — considera importante a existência de um fundo de emergência, entendido como uma reserva de capital exclusivamente destinada a imprevistos — ou seja, qualquer situação inesperada (desemprego, problemas de saúde, avaria do carro) que escape à planificação normal das despesas mensais.
Aquela associação recomenda que o fundo cubra o equivalente a 3 a 6 meses de despesas essenciais (as que tem mesmo de pagar: casa, energia, supermercado).
A DECO faz uma distinção entre “fundo de emergência” e “fundo de catástrofe”, na decorrência do “apagão” ocorrido na Península Ibérica no dia 28 de abril de 2025.
Para a DECO, o “fundo de emergência” é uma poupança de médio prazo (3-6 meses de despesas), guardada em produtos financeiros líquidos e seguros.
Já o “fundo de catástrofe” consiste numa pequena reserva de dinheiro físico que as famílias devem guardar em casa. A quantia sugerida é de 70 a 100 euros por adulto e cerca de 30 euros por criança, de preferência em notas de baixo valor e moedas, para facilitar trocos e cobrir necessidades básicas (alimentação, combustível, farmácia) durante alguns dias. A DECO nota que esta recomendação nasce diretamente de um conselho do Banco de Portugal, na sequência daquele apagão.
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