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Banco de Portugal ganhou 14,2 mil milhões de euros com a valorização das reservas de ouro
Aumentaram as atividades financeiras ilícitas e o supervisor aplicou coimas de 6,3 milhões de euros
23 Abr 2026 - 14:58
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As reservas de ouro do Banco de Portugal (382,7 toneladas) valorizaram-se 46% em 2025, atingindo o valor de 45,1 mil milhões de euros, mais 14,2 mil milhões do que em 2024. Os dados foram revelados nesta quinta-feira pelo supervisor no seu Relatório do Conselho de Administração. Este valor praticamente duplicou desde 2023.
O relatório mostra também um aumento das atividades financeiras ilícitas, o que obrigou a um reforço da atividade de fiscalização do supervisor. Em 2025, o Banco de Portugal realizou 479 averiguações sobre atividades financeiras ilícitas (mais 149 do que em 2024) e abriu 359 processos de contraordenação, tendo concluído 720 processos com a aplicação de coimas no valor de 6,3 milhões de euros.
As matérias que levaram a uma avaliação mais aprofundada por parte do Banco de Portugal foram sobretudo as relacionadas com transferências internacionais de dinheiro e transações com bitcoins.
O supervisor analisou 22.795 reclamações de clientes contra instituições bancárias, mais 253 do que em 2024.
O ano de 2025 marcou o culminar do plano estratégico de cinco anos definido em 2021. No próximo plano estratégico (2026-2030), o Banco de Portugal vai apostar na simplificação regulatória, reduzindo o número de reportes exigidos às instituições financeiras. O banco irá também lançar uma rede de investigação a nível global para grandes temas, como a demografia. Ao nível interno, prevê-se igualmente uma transformação ao nível da gestão.
Em termos de resultados financeiros, o resultado antes de provisões e impostos (RAPI) de 2025 manteve-se negativo, em -304 milhões de euros, embora substancialmente menos negativo do que em 2024 (-1.142 milhões de euros).
“A melhoria no RAPI está relacionada com a evolução da margem de juros, que acompanhou a trajetória das taxas de juro de referência e passou a ser positiva. O resultado líquido da repartição do rendimento monetário foi igualmente influenciado por este contexto e, apesar de o Banco de Portugal continuar com uma posição pagadora, em 2025 o valor a pagar foi significativamente inferior ao de 2024”, refere o relatório.
As despesas de funcionamento do Banco totalizaram 222 milhões de euros, o que representa um aumento de 4,7%. Esta variação reflete, entre outros fatores, a subida dos gastos com pessoal, devida, essencialmente, à atualização salarial. Os fornecimentos e serviços de terceiros reduziram-se em cerca de 1 milhão de euros face a 2024.
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