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Ouro do Banco de Portugal valorizou mil milhões de euros desde o início do ano
Metal precioso ultrapassou a barreira dos 5.000 dólares por onça na abertura do mercado esta segunda-feira. Portugal é o 16.º país com mais reservas
26 Jan 2026 - 11:21
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No seguimento do que vinha a acontecer na semana passada, o ouro ultrapassou, nesta segunda-feira, o valor dos 5.000 dólares por onça na abertura dos mercados. O metal precioso estava a cotar-se nos 5.082 dólares por onça, o que leva as reservas do Banco de Portugal a valerem mais de 52,6 mil milhões de euros, uma valorização de cerca de mil milhões de euros desde o início de 2026.
Segundo os dados de janeiro do World Gold Council, Portugal mantém 382,7 toneladas de ouro em reserva, o que o coloca na 16.ª posição entre os países e entidades com maiores reservas de ouro no mundo.
O país que lidera a lista são os Estados Unidos, com reservas de 8.133,5 toneladas, seguido da Alemanha, com 3.350,3 toneladas. A China aparece em 7.º lugar, com 2.305,4 toneladas. Este país tem reforçado as suas reservas de ouro através de compras sucessivas no mercado internacional nos últimos cinco anos. Os números do World Gold Council mostram que, em 2022, a China comprou 62,2 toneladas; no ano seguinte adquiriu mais 224,9 toneladas; em 2024 foram mais 44,2 toneladas; e, no ano passado, comprou 25,8 toneladas do metal precioso.
Em sentido inverso, a Rússia, que surge à frente da China (6.º lugar), com reservas de 2.326,5 toneladas, e que reforçou significativamente as suas reservas antes da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, teve de vender, no ano passado, 6,2 toneladas de ouro.
O metal dourado acumula, em 2026, o seu quarto ano consecutivo a apresentar um balanço anual com crescimento de dois dígitos. Este novo máximo histórico surge após seis sessões consecutivas de subidas, que lhe permitiram, no início da semana, chegar a tocar, durante breves instantes, os 5.100 dólares por onça.
A sua valorização ocorre num contexto em que o dólar se mantém pouco firme como moeda de referência, existe uma procura crescente por ativos reais no mercado e a narrativa dos bancos centrais é mais acomodatícia a médio prazo.
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