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Banco do Brasil quer aproveitar acordo UE–Mercosul para captar investimento português
O Banco do Brasil pretende apoiar as empresas com fundo de maneio, operações cambiais e garantias necessárias às transações entre os dois mercados, explica a responsável em Portugal.
17 Set 2026 - 10:33
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O Banco do Brasil quer apoiar empresas portuguesas interessadas no mercado brasileiro, perante o aumento das conversações e oportunidades geradas pelo acordo entre a União Europeia e o Mercosul, disse nesta quarta-feira a sua responsável em Lisboa. “A gente percebe que muitos empresários ainda estão tentando entender o novo momento e a se preparar para isso, mas as conversas estão cada vez mais aquecidas e muitas pessoas tentando entender um pouco mais de Brasil”, disse a chefe das operações do Banco do Brasil em Portugal, Karen Machado, durante a conferência do 2.º Aniversário PÚBLICO Brasil: Europa e Mercosul.
“A gente atua tanto no financiamento de empresas brasileiras quanto portuguesas que querem atuar nesse fluxo”, afirmou a responsável.
Além do financiamento das operações de comércio externo, o Banco do Brasil pretende apoiar as empresas com fundo de maneio, operações cambiais e garantias necessárias às transações entre os dois mercados. “A ideia é que a gente possa suportar, e não só o comércio exterior, mas também eventualmente o capital de giro, operações de câmbio, oferta de garantias para que essas relações aconteçam”, explicou Karen Machado.
A responsável considerou que o banco parte com uma vantagem neste novo contexto, por conhecer os mercados dos dois lados do Atlântico: está presente em Portugal há 54 anos e no Brasil há mais de dois séculos. “Conhecemos profundamente o Brasil, estamos lá há mais de 200 anos, conhecemos profundamente o mercado português e temos a facilidade de falar uma única língua”, salientou.
Para a responsável do Banco do Brasil, o desafio passa agora por transformar as expectativas geradas pelo acordo em negócios concretos “diante de um momento histórico com desafios”. “[Levamos] muito tempo discutindo e agora a gente precisa sair das grandes expectativas para a prática”, sublinhou, considerando o agronegócio, mas também as infraestruturas portuárias e ferroviárias, os setores com maior potencial. “É impossível não citar o agronegócio. Acho que o Brasil é o grande celeiro alimentar do mundo, então, acho que para o agronegócio tem muitíssimas oportunidades”, afirmou.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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