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Warsh enfrenta Trump com unanimidade da Fed na subida dos juros em 25 pontos base
Todos os governadores da Reserva Federal votaram a favor da subida dos juros, que estão agora no intervalo entre 3,75% e 4%
16 Set 2026 - 19:22
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Kevin Warsh, presidente da Reserva Federal dos EUA/Foto: FED
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Kevin Warsh, presidente da Reserva Federal dos EUA/Foto: FED
Warsh prometeu e cumpriu. A inflação persistente não deixou outra alternativa à Reserva Federal norte-americana (Fed) que não fosse a subida dos juros em 25 pontos base. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, o Comité Federal de Mercado Aberto refere que “aprovou por unanimidade (12 votos a 0) elevar a meta para a taxa de juros dos fundos federais em 0,25 ponto percentual, para um intervalo entre 3,75% e 4%, em apoio ao duplo mandato da Fed. O Comité mantém a sua política de preservar reservas amplas no sistema bancário”.
Trata-se do primeiro aumento dos juros nos Estados Unidos desde julho de 2023. Desde então, o FOMC reduziu as taxas seis vezes, num total de 175 pontos base, ou 1,75 ponto percentual.
A decisão da Fed vai contra os desejos do presidente norte-americano, Donald Trump, que sempre tem defendido que a os juros têm que baixar para estimular a economia.
“A atividade económica está a expandir-se a um ritmo sólido. Embora a incerteza permaneça elevada, em parte devido a desenvolvimentos geopolíticos, o consumo interno tem-se mostrado resiliente. O crescimento da produtividade é forte e o investimento de capital é robusto. A criação de emprego acompanhou o crescimento da força de trabalho e a taxa de desemprego apresentou pouca variação”, refere o comunicado.
O Comité reitera que “a inflação permanece elevada. A ação política de hoje contribuirá para um retorno mais rápido à meta de 2%. O Comité garantirá a estabilidade de preços”.
Na conferência de imprensa Kevin Warsh admitiu: “a inflação está demasiado alta há demasiado tempo”. O presidente da Fed recordou que, em julho, a Fed já tinha admitido a existência de pressões inflacionistas, mas explicou que “a maioria dos meus colegas concordou que seria bom esperar e ganhar algum tempo”.
“Vimos três coisas desde julho: que a economia está a fortalecer-se. Também, as tendências da inflação; em Jackson Hole, disse que as tendências são importantes, e desde então tivemos pouca informação que alterasse esta visão. E a terceira questão é a geopolítica, a nossa análise sobre a probabilidade de a situação geopolítica se alterar», explicou Warsh.
“A maioria das economias avançadas estão a enfrentar pressões nos preços e os vários bancos centrais estão a definir políticas para fazer face a estas pressões”, referiu o presidente da Fed, acrescentando, “esta é a nossa estratégia atual”.
“A nossa decisão de hoje é feita com base na nossa apreciação da situação económica atual”, referiu Warsh que acrescentou “o povo americano tem muito a ganhar com a estabilidade dos preços. Há alguns meses eu disse que estávamos comprometidos com a estabilidade dos preços e a decisão de hoje é coerente com essa afirmação”.
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