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Banco Montepio espera crescer cerca de 4 mil milhões em créditos e depósitos até 2028
O CEO do Banco Montepio, Pedro Leitão, anunciou planos para crescer 4 mil milhões de euros em créditos e depósitos nos próximos três anos. A procura em turismo e habitação continua forte.
17 Jun 2025 - 15:07
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Pedro Leitão, CEO do Banco Montepio | Foto: Banco Montepio
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Pedro Leitão, CEO do Banco Montepio | Foto: Banco Montepio
O CEO do Banco Montepio, Pedro Leitão, revelou nesta terça-feira que a instituição pretende, ao longo dos próximos três anos, crescer, em créditos e depósitos, cerca de 4 mil milhões de euros. O líder do banco comercial mais antigo de Portugal admite que este tenciona incrementar a sua quota de mercado, incluindo na área das PME.
Estas intenções foram avançadas por Leitão em entrevista à agência de notícias Bloomberg. Considera ainda que a procura continua forte nos setores do turismo e da habitação. Recorde-se que o Banco Montepio conseguiu, recentemente, mais 55 milhões de euros para conceder crédito à habitação ao abrigo da garantia pública para os jovens, após ter esgotado os 5 milhões que lhe foram atribuídos inicialmente.
À frente do banco desde 2020, Pedro Leitão esclarece que a instituição passou por um processo de transformação entre 2020 e 2024, incluindo uma limpeza da carteira de crédito malparado. O rácio NPE chegou a ascender a 12,3% em 2019, tendo caído para 2,1% cinco anos depois. “Estivemos a preparar o banco para um projeto de crescimento”, argumenta Leitão. Segundo o próprio, a estratégia passa pelo crescimento orgânico em detrimento da expansão através de aquisições.
Olhando ainda para 2024, o CEO salienta o crescimento dos depósitos dos clientes para 15 mil milhões. O resultado líquido do banco fixou-se em 110 milhões ao mesmo tempo que a margem financeira encolheu 5,8% para 384 milhões de euros.
Sobre a emissão de 350 milhões em dívida sénior preferencial, efetuada nesta semana, Pedro Leitão realça que o banco está “muito contente” com o resultado. A procura ultrapassou a oferta sete vezes e o cupão fixo foi de 3,5% para os primeiros três anos, tempo ao fim do qual existe a opção de reembolso antecipado. A maturidade da dívida é de quatro anos.
Comentando a incerteza atual dos mercados, Pedro Leitão considera que os agentes já se adaptaram e incorporaram estas incertezas, tais como as tarifas, nas suas decisões quotidianas e, portanto, “a vida continua”.
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