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Venda da operação na Polónia dá ao Banco Santander lucros de 5.455 milhões de euros no primeiro trimestre
“Começámos o ano de forma sólida, após termos integrado oito milhões de novos clientes no último ano”, afirmou Ana Botín.
29 Abr 2026 - 08:54
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Ana Botín, santander Espanha | foto via linkdIn
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Ana Botín, santander Espanha | foto via linkdIn
O Banco Santander divulgou nesta quarta-feira os resultados do primeiro trimestre de 2026, tendo alcançado um resultado de 5.455 milhões de euros, mais 60% do que no período homólogo. Este desempenho deve-se à receita extraordinária da venda da operação na Polónia ao grupo austríaco Erste Group, que gerou uma mais-valia de 1.895 milhões de euros.
A presidente executiva do grupo espanhol, Ana Botín, afirmou que “começámos o ano de forma sólida, após termos integrado oito milhões de novos clientes no último ano. As receitas crescem 4% e os custos diminuem 3%, impulsionados pelo ONE Transformation, que está a melhorar a alavancagem operacional trimestre após trimestre.”
Para a líder do Santander, “a nossa diversificação geográfica e de balanço, juntamente com uma gestão disciplinada do risco, continuam a ser pontos fortes fundamentais num contexto de maior incerteza geopolítica, permitindo-nos oferecer um crescimento rentável e sólido”.
Quanto ao futuro, Ana Botín salientou que “esperamos manter esta tendência graças ao crescimento do número total de clientes e dos ativos, ao mesmo tempo que continuamos a tirar partido da nossa escala global e local para transformar o nosso modelo. Isto permitirá maior rentabilidade e criação de valor para o acionista. Reiteramos todos os nossos objetivos para 2026 e o nosso plano a três anos com as atuais projeções revistas.”
As receitas do Santander aumentaram 4%, para 15.140 milhões de euros, com um crescimento da margem financeira e das receitas de comissões, graças à maior atividade dos clientes e aos maiores volumes nos negócios globais.
O crédito e os depósitos cresceram 5% e 4%, respetivamente, e os custos reduziram-se 3%. Como resultado, o rácio de eficiência melhorou para 42,8%, menos três pontos percentuais face ao ano anterior.
Segundo a instituição, a qualidade do crédito manteve-se sólida, com um custo do risco de 1,14%. A rubrica de outras provisões inclui uma nova provisão bruta de 207 milhões de euros relacionada com o financiamento automóvel no Reino Unido.
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