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Banqueiros portugueses mais bem pagos ganharam, em média, 1,6 milhões de euros em 2024
A Autoridade Bancária Europeia revela que 13 gestores da banca nacional receberam 21,1 milhões de euros entre remunerações fixas e variáveis. Apenas um é mulher.
16 Abr 2026 - 18:58
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Caixa Geral de Depósitos (CGD), Banco Comercial Português (BCP), Novo Banco, S.A., Banco BPI e Banco Santander Totta
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Caixa Geral de Depósitos (CGD), Banco Comercial Português (BCP), Novo Banco, S.A., Banco BPI e Banco Santander Totta
A Autoridade Bancária Europeia (EBA) publicou nesta quinta-feira o seu Painel de Dados de 2024 sobre os profissionais com elevados rendimentos. Os dados mostram um aumento no número de indivíduos em bancos da União Europeia (UE) que ganham mais de 1 milhão de euros. O relatório confirma ainda que o desequilíbrio de género persiste, com os cargos mais bem remunerados ainda predominantemente ocupados por homens, tanto em instituições de crédito como em empresas de investimento.
O caso português é paradigmático. Segundo a EBA, foram 13 os gestores bancários no nosso país a ganhar mais de 1 milhão de euros em 2024. No total, entre remunerações fixas e variáveis, esses gestores receberam 21,1 milhões de euros, o que corresponde a uma média de 1,6 milhões por pessoa.
Segundo os dados da Autoridade Europeia, a remuneração fixa somou 8,3 milhões de euros, enquanto as remunerações variáveis (prémios e bónus) superaram os 12,7 milhões de euros, o que representa um rácio de 152% da remuneração variável face à remuneração fixa.
Em termos de remuneração diferida sobre a remuneração total, o rácio é de 44%.
Neste universo estão incluídas duas indemnizações por rescisão, no valor global de 3,8 milhões de euros.
Dos 13 gestores bancários, apenas uma é mulher com rendimento superior a 1 milhão de euros. O Jornal PT50 consultou os relatórios e contas dos principais bancos em 2024 e identificou Maria José Henriques Barreto de Matos de Campos, administradora executiva do Millennium bcp, com uma remuneração de 990.809 euros em 2024.
No Novo Banco, Luísa Amaro de Matos era a única administradora executiva mulher e recebeu cerca de 592 mil euros.
No Santander Portugal, Isabel Guerreiro (atual CEO do banco) era a única mulher na comissão executiva. Entre salário base e prémios pecuniários (sem contar com instrumentos financeiros), recebeu 609 mil euros em 2024.
Já na Caixa Geral de Depósitos (CGD), existiam três mulheres como administradoras executivas em 2024: Madalena Talone, que recebeu cerca de 478 mil euros entre remuneração fixa e variável; Maria Manuela Ferreira, com cerca de 456 mil euros; e Paula Geada, com 401 mil euros.
No conselho de administração do BPI, em 2024, existiam duas mulheres: Ana Rosas Oliveira (que entrou a meio do ano), que recebeu 392 mil euros, e Susana Trigo Cabral, que auferiu cerca de 627 mil euros.
De acordo com o relatório, “em 2024, o número total de profissionais com altos salários aumentou para 2.554 (face a 2.343 em 2023). Nas instituições de crédito, o número cresceu 7% (de 2.122 em 2023 para 2.266 em 2024). Nas empresas de investimento, o aumento foi de 30% (de 221 em 2023 para 288 em 2024)”. A EBA explica esta evolução pela “forte rentabilidade, sustentada por maiores receitas de juros e por negociações ativas, juntamente com uma recuperação nos mercados de consultoria e de capitais; por condições económicas favoráveis, incluindo taxas de juro elevadas e a retoma das atividades de fusões e aquisições; e pela implementação de reajustes salariais competitivos, justificados pelas empresas como necessários para atrair e reter talento”.
“A proporção média ponderada entre remuneração variável e fixa para os funcionários de alto rendimento em instituições de crédito aumentou para 98%. Para as empresas de investimento, a proporção média caiu para 359%. O limite máximo para a proporção entre remuneração variável e fixa estabelecido na Diretiva de Requisitos de Capital (CRD) não se aplica às empresas de investimento desde 2021”, refere o relatório.
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