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Banqueiros, Prémios Nobel da Economia e académicos formam grupo para implementar Relatório Draghi
Chama-se “O Grupo do Reno” e foi constituído para pôr em prática as conclusões do relatório “O Futuro da Competitividade Europeia”. Há um português entre os eleitos
25 Ago 2026 - 14:14
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Cristhine Lagarde e Mario Draghifoto BCE
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Cristhine Lagarde e Mario Draghifoto BCE
Há dois anos, o antigo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, tornou público o seu famoso relatório sobre “O Futuro da Competitividade Europeia”. Agora, cansados de esperar que os responsáveis europeus tomem as medidas sugeridas naquele documento, um conjunto de banqueiros, Prémios Nobel e académicos formou uma fundação para implementar as propostas apresentadas por Draghi.
Chama-se “O Grupo do Reno” e tem o próprio Draghi como um dos copresidentes. Na sua declaração de princípios pode ler-se: “Das cinquenta maiores empresas de tecnologia do mundo, apenas quatro são europeias. Em todas as tecnologias emergentes que moldarão as próximas décadas, a Europa está fraca”.
“As consequências são existenciais. Se a estagnação continuar, o continente perderá progressivamente a capacidade de financiar as obrigações essenciais de um Estado moderno: defesa, saúde pública, pensões, educação, investimentos climáticos e redes de proteção social para aqueles que perderem os seus empregos”, refere aquele Grupo.
“Durante décadas, um cenário mundial favorável amorteceu esse declínio. O comércio cresceu sob regras multilaterais. O guarda-chuva de segurança americano libertou orçamentos de defesa. As dependências pareciam mútuas e, portanto, inofensivas. Já não o são”, refere a fundação liderada por Draghi.
“Os EUA impuseram as suas tarifas mais elevadas desde a Lei Smoot-Hawley. A China tornou-se uma concorrente mais feroz, tanto em mercados terceiros como dentro da própria Europa. A Europa encontra-se numa situação mais difícil do que quando foi publicado o relatório “O Futuro da Competitividade Europeia”. O modelo de crescimento europeu está a perder força e estamos cada vez mais à mercê de eventos externos que não controlamos”, acrescenta a organização.
“O declínio não é inevitável, mas é a direção para onde estamos a caminhar, a menos que tomemos medidas urgentes. A alternativa é fazer o que a Europa já fez antes: competir, construir e crescer novamente. Não somos uma potência média, mas o segundo maior mercado do mundo”, conclui o Grupo do Reno.
Entre várias personalidades de destaque, como o presidente do banco espanhol BBVA, Carlos Torres Vila, o CEO da Mastercard, Michael Miebach, ou os Prémios Nobel da Economia Bengt Holmström e Philippe Aghion, está um português.
Trata-se do ex-ministro da Educação de António Costa, João Costa, diretor da Agência Europeia para Necessidades Especiais e Educação Inclusiva desde janeiro de 2025. É também presidente do Comité de Políticas de Educação da OCDE e presidente do Grupo Consultivo do Fórum Global da OCDE “O Futuro da Educação e das Competências 2030”.
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