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Barclays obriga diretores-gerais a regressarem aos escritórios

Instituição britânica segue o caminho já adotado por várias instituições financeiras europeias e norte-americanas

13 Jul 2026 - 12:55

3 min leitura

Foto: Barclays

Foto: Barclays

Um memorando enviado a todos os funcionários na semana passada determina que os diretores-gerais do Barclays passem mais um dia por semana no escritório a partir de outubro deste ano. Os colaboradores com funções de chefia no banco britânico, em todo o mundo, foram convidados a ajustar os seus horários de trabalho para estarem presencialmente no escritório pelo menos quatro dias por semana, refere o The Banker, acrescentando que esta medida segue outras já adotadas por várias instituições financeiras europeias que estão a rever as suas políticas de teletrabalho.

«Os nossos líderes com funções de chefia passarão mais um dia por semana no escritório para reforçar a colaboração, a tomada de decisões e a visibilidade da liderança», afirmou um porta-voz do Barclays ao The Banker.

A maioria dos funcionários do banco que trabalham diretamente com clientes, incluindo os banqueiros de investimento, já exerce funções presencialmente cinco dias por semana. No entanto, as alterações irão formalizar o número mínimo de dias que os diretores-gerais e outros responsáveis com funções de liderança devem permanecer no escritório.

Os colaboradores que disponham de acordos formais de trabalho flexível poderão solicitar uma isenção desta exigência.

O apelo ao regresso ao escritório por parte do Barclays está alinhado com iniciativas semelhantes de outras instituições europeias, incluindo o HSBC e a Société Générale, que estão a aumentar significativamente a frequência obrigatória de trabalho presencial.

O Santander informou os trabalhadores do TSB, no mês passado, de que deverão regressar ao escritório de forma mais permanente a partir do próximo ano, com o objetivo de alinhar o banco com a política laboral mais exigente da instituição espanhola.

A decisão do Barclays surge numa altura em que o número de ofertas de emprego em regime remoto ou híbrido no setor da banca de investimento, particularmente nos Estados Unidos e no Reino Unido, tem vindo a diminuir.

«Reconhecemos os benefícios de equilibrar a flexibilidade dos colaboradores com a importância de trabalharem em conjunto nos nossos espaços físicos. Os requisitos mínimos de presença no escritório variam consoante a área de negócio, refletindo a natureza das funções e as necessidades da organização», afirmou o Barclays.

O JPMorgan, o maior banco dos Estados Unidos, determinou que todos os funcionários regressassem ao escritório cinco dias por semana em março do ano passado, enquanto o Goldman Sachs tinha adotado uma medida semelhante mais de 18 meses antes.

Contudo, esta mudança gerou descontentamento entre alguns trabalhadores. Mais de 2.000 funcionários do JPMorgan assinaram uma petição a exigir que o banco mantivesse o anterior modelo de trabalho híbrido, uma iniciativa que o CEO da instituição, Jamie Dimon, aconselhou os colaboradores a não «perderem tempo» a promover.

Um dos signatários da petição online comentou: «A minha equipa está distribuída por dois continentes e três fusos horários. O JPMorgan é uma empresa global — porque não pode isso incluir o meu escritório em casa?»

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