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Bruxelas injeta 2 mil milhões de euros no Banco de Desenvolvimento da Hungria
Responsáveis húngaros comprometem-se a melhorar a gestão do Magyar Fejlesztési Bank
13 Jul 2026 - 11:37
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Sede da Comissão EuropeiaFoto Comissão Europeia
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Sede da Comissão EuropeiaFoto Comissão Europeia
A Comissão Europeia aprovou nesta segunda-feira uma injeção de capital de 2 mil milhões de euros no Magyar Fejlesztési Bank (MFB), o Banco Húngaro de Desenvolvimento, após as autoridades daquele país se terem comprometido a reforçar a governação e a gestão da instituição financeira, que será responsável pela administração de fundos da União Europeia (UE).
«A Hungria comprometeu-se com várias medidas, incluindo a limitação das atividades financeiras a falhas de mercado relevantes e a implementação de mecanismos destinados a evitar a exclusão dos operadores do setor privado», afirmou a Comissão Europeia em comunicado, acrescentando que «tal garantirá que o MFB não concorra de forma desleal com as instituições financeiras privadas ativas no mercado húngaro».
O Magyar Fejlesztési Bank tem estado no centro da atualidade devido ao papel que passará a desempenhar na gestão de fundos europeus e ao processo de profunda reestruturação institucional em curso.
Em junho de 2026, o Governo húngaro apresentou uma proposta legislativa para reformar o MFB, depois de Bruxelas ter exigido mecanismos mais robustos de transparência e controlo na utilização dos fundos europeus.
O banco deverá assumir um papel central na gestão de cerca de 2 mil milhões de euros de recursos comunitários. A proposta prevê regras mais rigorosas de governação, incompatibilidades para titulares de cargos políticos e uma maior transparência na divulgação das garantias estatais concedidas pela instituição.
Também em junho de 2026 foram anunciadas alterações na direção do MFB. Vários órgãos de comunicação social húngaros noticiaram a nomeação de János Gerendás para a liderança da instituição, no âmbito de uma remodelação mais ampla destinada a preparar o banco para a sua nova missão de canalização dos fundos europeus.
A imprensa húngara tem descrito a reforma do MFB como uma resposta direta às exigências da Comissão Europeia. O objetivo passa por transformar o banco numa entidade responsável pela gestão e supervisão de uma parte significativa dos financiamentos europeus destinados à Hungria.
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