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BCE deve manter juros hoje, mas atento à escalada da guerra no Irão

O fim do cessar-fogo no Irão veio estragar a pouca calma a que o BCE teve direito. Uma subida de juros em setembro torna-se cada vez mais provável e há quem abra a porta a uma outra antes do final do ano.

23 Jul 2026 - 07:00

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Christine Lagarde, presidente do BCE/Foto: BCE

Christine Lagarde, presidente do BCE/Foto: BCE

O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) termina hoje a sua reunião sobre a política monetária e os mercados estão a contar que as taxas de juro não sofram alterações, por enquanto. A nova escalada da guerra no Irão, com o fim do cessar-fogo e a retoma dos ataques, vai manter o BCE atento nos próximos tempos.

“É pouco provável que a reunião de julho do BCE traga qualquer surpresa em termos de política monetária. Esperamos que o Conselho de Governadores mantenha as taxas de juro inalteradas em julho e reitere a sua abordagem de análise de dados reunião a reunião”, defende o diretor de Investimento Global de Mercados Públicos da Allianz Global Investors (AllianzGI), Michael Krautzberger, referindo-se àquele que tem sido o discurso do supervisor ao longo dos últimos meses.

Roman Ziruk, analista sénior da Ebury, aponta que a presidente do BCE, Christine Lagarde, tem tido uma postura mais branda sobre a política monetária, sugerindo que não há necessidade de adotar uma política agressiva. No entanto, o tom pode subir com o colapso do cessar-fogo, alerta.

Já Krautzberger indica que não há grandes dúvidas sobre a “postura de aperto monetário” que virá após a decisão de hoje. O diretor da AllianzGI reitera que o cenário base se mantém, com uma subida em setembro e, “caso a Fed inicie também subidas dos juros”, como espera a empresa que haja, pode haver ainda uma subida do BCE para 2,75%.

Por sua vez, Ziruk argumenta que uma continuação da guerra no Irão vai alimentar o cenário de uma nova subida em setembro. Acredita ainda que esta hipótese pode ser colocada já por Lagarde na conferência de imprensa, mas que o mais provável seja a presidente do BCE deixar tudo em aberto, sem compromisso, tal como tem feito.

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