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BCE diz que mais de metade dos trabalhadores da zona euro usa inteligência artificial
Utilizadores poupam, em média, três horas de trabalho por semana
26 Ago 2026 - 15:14
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Inteligência Artificial é um dos grandes motores da novas fraudes
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Inteligência Artificial é um dos grandes motores da novas fraudes
A Inteligência Artificial (IA) já é utilizada por mais de metade dos trabalhadores das empresas da zona euro, mas o impacto na produtividade permanece desigual e a adoção continua condicionada, revelou o Banco Central Europeu (BCE) num relatório publicado nesta quarta-feira
Segundo a instituição liderada por Christine Lagarde a percentagem de trabalhadores que utilizam a IA passou de 26% em 2024 para 52% em 2026. Baseado num inquérito mensal realizado junto de cerca de 20.000 pessoas em onze países, o relatório revelou que os utilizadores de IA poupam, em média, três horas de trabalho por semana, o que corresponde a cerca de 8% do tempo de trabalho.
Estes ganhos poderão ser “pelo menos em parte visíveis nos números agregados de produtividade”, que vêm a recuperar há vários trimestres na zona euro, referem os economistas responsáveis pelo relatório.
Ainda assim, estes ganhos estão distribuídos de forma desigual, uma vez que são mais significativos na programação informática, na análise de dados e na automatização de tarefas repetitivas.
São mais modestos em utilizações mais comuns, como a pesquisa de informações ou a redação de textos.
Além disso, mesmo com um rápido avanço, a IA não é unanimemente aceite.
Cerca de um terço dos não utilizadores considera que esta tecnologia não tem interesse para as suas tarefas e mais de 40% afirmam não querer utilizá-la.
As preocupações quanto à fiabilidade das ferramentas e a falta de apoio por parte dos empregadores figuram também entre os principais obstáculos.
“Persistem obstáculos tanto do lado dos trabalhadores como das empresas”, sublinham os economistas.
Os responsáveis do BCE consideram que os empregadores e as autoridades públicas deveriam reforçar a formação e facilitar o acesso às ferramentas de IA para “explorar plenamente o seu potencial em termos de produtividade”.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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