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Regresso às aulas tem um custo médio de 579 euros por estudante
Estudo do Observador Cetelem mostra que 43% dos encarregados de educação admitem ter dificuldades financeiras. Compra de material escolar em segunda mão é uma opção para 59% dos inquiridos.
26 Ago 2026 - 14:00
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Foto: Magnific
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Segundo as conclusões do mais recente estudo “Regresso às Aulas”, do Observador Cetelem, divulgado nesta quarta-feira, o valor médio estimado por estudante para o início do ano letivo fixa-se em 579,28 euros, menos 25 euros face a 2025.
O estudo realizou 1300 entrevistas de autopreenchimento online, representativas da população, com quotas de sexo, idade e região de acordo com os dados do INE. Nesta amostra, foram inquiridos 650 encarregados de educação.
As principais despesas associadas ao regresso às aulas concentram-se na compra de material escolar (53%), alimentação (46%), roupa (39%) e mensalidades e propinas (33%). A pressão sobre o orçamento é ainda agravada pelo peso das despesas fixas das famílias, com 55% dos encarregados de educação a sublinharem que os custos da habitação têm um impacto moderado (36%) ou elevado (19%) na disponibilidade para os gastos com educação.
Metade dos encarregados de educação (51%) indica que as despesas com a educação representam entre 10% e mais de 20% do orçamento familiar, sendo que 46% sentem que esse peso aumentou no último ano.
O resultado prático é que 43% sentem dificuldade e 8% muita dificuldade ou necessidade de apoio.
Perante este contexto, as famílias procuram adaptar o orçamento e redefinir prioridades. 79% dos inquiridos já abdicaram de outros gastos: 42% prescindiram de férias e viagens, 39% reduziram as refeições fora de casa e 38% cortaram em atividades de lazer. O impacto destas restrições leva ainda a que 23% das famílias reduzam as suas poupanças e 9% se vejam obrigadas a reduzir despesas de saúde.
A procura de alternativas mais acessíveis estende-se também às compras para o regresso às aulas. O material escolar essencial (80%) e o vestuário e calçado (74%) continuam a liderar as intenções de compra, verificando-se uma subida nas intenções de compra de categorias tecnológicas: a compra de computadores sobe para 25% (+18% face a 2025), a de calculadoras atinge os 29% e a de tablets, os 21%.
Neste contexto, comprar material escolar recondicionado ou em segunda mão é uma opção para 59% dos inquiridos.
A necessidade de gerir o orçamento de forma mais rigorosa reflete-se também na forma como as famílias gerem os recursos disponíveis. Embora 61% afirmem ter poupanças destinadas à educação, apenas 31% tencionam utilizá-las agora, guardando esse fundo para outros momentos.
O recurso ao crédito surge como solução complementar de gestão do orçamento, com 42% dos inquiridos a admitir ou ponderar utilizar o cartão de crédito nas compras escolares, com um montante médio de cerca de 388,21 euros (+21,25 euros face a 2025). Paralelamente, 13% dos portugueses admitem solicitar um crédito pessoal para fazer face a despesas associadas à educação.
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