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BPM alerta para ausência de prémio na OPA do Monte dei Paschi
O BPM recorda que esta proposta se trata de uma aquisição e não de uma fusão, como aquela que colocou em cima da mesa no início de junho e acabou por falhar.
26 Ago 2026 - 13:32
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O Banco BPM manifestou-se nesta terça-feira em relação à Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre si pelo rival Monte dei Paschi di Siena (MPS). A instituição não se alongou no comunicado, mas deixou a nota de que o negócio proposto é “estruturalmente diferente” daquele que foi idealizado e avançado pelo BPM no início de junho.
O banco milanês aponta ainda que a OPA lançada não prevê qualquer prémio para os acionistas do BPM. De acordo com a informação prestada pelo proponente, este quer adquirir as ações do BPM ao preço de mercado, recuperando a ideia de uma “fusão de iguais” avançada pelo visado em junho e que caiu por terra recentemente.
Contudo, além da ausência de prémio, o BPM relembra que esta operação não se trata de uma fusão, mas sim de uma aquisição, o que altera os contornos do negócio.
Recorde-se que, segundo a proposta delineada pelo MPS, os seus acionistas vão controlar 50,1% da entidade que resultar da integração do BPM e do Banca Generali no Grupo MPS.
Apesar das duas notas sobre a proposta, o BPM adiantou que o seu Conselho de Administração vai fazer a avaliação da OPA e irá pronunciar-se dentro dos prazos legais.
No passado dia 21 de agosto, o MPS lançou duas OPA simultâneas sobre o BPM e o Banca Generali, no valor total de 34 mil milhões de euros. O banco quer proteger-se da oferta lançada pelo Intesa Sanpaolo sobre si, avaliada em cerca de 36 mil milhões.
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