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BCE sobe juros em 25 pontos base

Tal como era esperado, a taxa de juro do BCE passa agora para os 2,25%. Inflação é revista em alta e o crescimento económico em baixa.

11 Jun 2026 - 13:51

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Christine Lagarde, Presidente do BCE/Foto: BCE

Christine Lagarde, Presidente do BCE/Foto: BCE

O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu decidiu nesta quinta-feira – tal como os analistas e os mercados estimavam – uma subida das taxas de juro diretoras em 25 pontos base. O banco central indica a guerra no Médio Oriente a inflação causada pela mesma como a razão por detrás desta decisão.

“A guerra no Médio Oriente está a gerar pressões inflacionistas, e a decisão de aumentar as taxas de juro mantém-se firme numa série de cenários que analisam a forma como o choque poderá evoluir e afetar as perspetivas a médio prazo para a zona euro”, argumenta o supervisor em comunicado.

O BCE considera que, com a decisão de hoje, “o Conselho de Governadores mantém-se bem posicionado para navegar a incerteza causada pela guerra”. Mais uma vez, a instituição liderada por Christine Lagarde não se compromete com uma tendência específica das taxas diretoras e garante que vai abordar a política monetária em função dos dados disponíveis e reunião a reunião.

O supervisor bancário volta a salientar que o impacto da guerra no Médio Oriente na inflação e no crescimento económico, no médio prazo, depende da duração e intensidade do choque dos preços energéticos. “Esta incerteza reflete-se também na ampla variação dos resultados relativos à inflação e ao crescimento nos cenários ilustrativos atualizados elaborados pelos especialistas do Eurosistema”, afirma o banco central.

Assim, com esta decisão, a taxa de juro da facilidade de depósito passa a fixar-se em 2,25%. Já a taxa sobre as operações principais de refinanciamento passa a 2,4% e a da facilidade de cedência de liquidez a 2,65%.

As novas projeções macroeconómicas do BCE reveem em alta a inflação média, com 2026 a atingir 3% e 2027 nos 2,3%, apenas voltando aos 2% em 2028. Excluindo energia e comida, a inflação estimada é de 2,5% em 2026 e 2027 e de 2,2% em 2028.

Já o crescimento económico previsto para 2026 é de 0,8%. O valor sobe para 1,2% em 2027 e 1,5% em 2028. Isto implica uma revisão em baixa para 2026 e 2026. “As perspetivas continuam incertas, com riscos de subida para a inflação e riscos de descida para o crescimento económico”, sublinha o BCE.

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