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Licença bancária nos EUA negada à ‘fintech’ Wise
A Wise adiantou que vai candidatar-se de novo, com uma submissão enquadrada dentro do GENIUS Act.
24 Jul 2026 - 18:10
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Foto: Wise/Patrick Kirk
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Foto: Wise/Patrick Kirk
A Wise, ‘fintech’ na área de pagamentos, anunciou nesta quinta-feira que o Office of the Comptroller of the Currency (OCC) dos EUA tomou a decisão de negar à empresa uma ‘national trust bank charter’. A Wise garante que a decisão do OCC não afeta as suas operações, nem nos EUA nem em qualquer outra geografia onde atua.
Contudo, a Wise não se dá por vencida e, no mesmo comunicado, adiantou que planeia submeter nova candidatura para uma licença bancária. “Planeamos submeter uma nova candidatura para uma ‘national trust bank charter’ sob o enquadramento do GENIUS Act, tendo em conta que mantemos uma relação positiva com o OCC”, esclarece.
Segundo explica a ‘fintech’, o plano regulatório assistiu a várias alterações desde que se candidataram, em junho de 2025. “Desde a apresentação do nosso pedido inicial, a Reserva Federal anunciou, em maio de 2026, uma proposta de alteração à política de acesso ao sistema de pagamentos”, indica, acrescentando que a candidatura inicial estava condicionada ao acesso às contas ‘master’ da Fed, que esta colocou em pausa para instituições não bancárias.
A Wise destaca que investiu “de forma significativa” nos seus processos e controlos desde a submissão da candidatura, até para responder a questões levantadas pelo OCC ao longo do processo. A empresa relembra ainda que é regulada por várias entidades em todo o mundo, incluindo a Financial Conduct Authority do Reino Unido e o Banco Nacional da Bélgica.
“Com os ativos digitais, como as ‘stablecoins’, a ganharem cada vez mais visibilidade a par dos canais de pagamento existentes, a infraestrutura da Wise está bem posicionada para desempenhar um papel importante em termos de interoperabilidade neste ecossistema em constante evolução”, considera.
A Wise acredita que tem “capacidade de ligar de forma eficiente sistemas de pagamento, gerir a tesouraria e controlar o risco num ambiente regulamentado é mais relevante do que nunca para proporcionar resultados ainda melhores aos clientes”.
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