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Santander aumenta crédito em 9,4% e aproxima-se dos dois milhões de clientes

O Santander Portugal reforçou a atividade comercial no primeiro semestre de 2026, impulsionado pelo crescimento da carteira de crédito, da base de clientes e dos recursos captados.

24 Jul 2026 - 19:35

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A nova comissão executiva do Banco, liderada por Isabel Guerreiro, apresenta pela primeira vez os resultados do Banco.

A nova comissão executiva do Banco, liderada por Isabel Guerreiro, apresenta pela primeira vez os resultados do Banco.

 

(continuação)

No final de junho, o banco contava com quase dois milhões de clientes ativos, mais de 12 mil acima do registado no final de 2025. Os clientes digitais ultrapassaram os 1,35 milhões, enquanto a aplicação OneApp Santander atingiu quase 1,2 milhões de utilizadores, um aumento homólogo de 7,7%.

A carteira bruta de crédito ascendeu a 56,6 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 9,4% face ao primeiro semestre de 2025 e um aumento superior a 2,5 mil milhões de euros relativamente ao final do ano passado.

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O crédito à habitação continuou a ser o principal motor da atividade comercial. Nos primeiros seis meses do ano, o Santander concedeu mais de dois mil milhões de euros em novos empréstimos hipotecários, correspondendo a cerca de um em cada cinco novos créditos à habitação no mercado. A carteira de crédito à habitação aumentou 8,4%, para 26,1 mil milhões de euros.

Os clientes com idade até 35 anos representaram 43% das novas operações de crédito à habitação desde o início de 2025, abrangendo mais de 17 mil pessoas. Destas operações, quase metade foi realizada ao abrigo da garantia pública, num montante global de 1,6 mil milhões de euros.

No crédito ao consumo, a carteira cresceu 6,7%, para 2,2 mil milhões de euros.

O financiamento às empresas também registou um crescimento expressivo. A carteira de crédito a empresas e instituições aumentou 10,9% em termos homólogos, atingindo 28,1 mil milhões de euros. Durante o semestre, o banco concedeu ainda 1,1 mil milhões de euros em financiamento sustentável e manteve uma presença relevante nas linhas de apoio do Banco Português de Fomento.

Ao nível dos recursos, o montante confiado pelos clientes ascendeu a 50,8 mil milhões de euros, mais 6,6% do que um ano antes. Os depósitos cresceram 5,6%, para 40,6 mil milhões de euros, enquanto os recursos fora de balanço aumentaram 11,1%, impulsionados sobretudo pela evolução dos fundos de investimento, que cresceram 12,4%, para 5,8 mil milhões de euros.

Na área comercial, o parque de cartões de débito e crédito aumentou 5,5% face ao período homólogo, tendo sido realizadas cerca de 1,3 milhões de operações diárias de compras e levantamentos, mais 8,3% do que no primeiro semestre de 2025.

O banco prosseguiu também a expansão da sua rede de Work Cafés, com a abertura de cinco novos espaços durante o semestre, totalizando nove unidades em funcionamento. Até ao final do ano estão previstas mais seis inaugurações.

A qualidade da carteira de crédito manteve-se estável. O rácio de crédito não produtivo (NPE), calculado segundo os critérios da Autoridade Bancária Europeia (EBA), reduziu-se para 1,3%, menos 0,2 pontos percentuais do que no período homólogo, com uma cobertura de 88,3%.

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