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Commerzbank dá-se por vencido e quer iniciar conversações, mas Orcel está interessado no Governo alemão
Apesar de vários apelos para negociar com a administração do Commerzbank, Andrea Orcel está focado no Governo alemão, o segundo maior acionista do banco.
26 Jul 2026 - 11:24
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Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50
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Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50
O Commerzbank, pela mão do seu ‘chairman’, Jens Weidmann, apelou ao UniCredit para iniciar as conversações sobre a fusão entre os dois bancos, agora que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) está terminada e o banco italiano detém uma posição de cerca de 48% no rival alemão.
“Ainda que preferíssemos uma realidade diferente, o equilíbrio de poder na próxima assembleia geral anual é evidente”, reconheceu Weidmann, citado pela Reuters. O presidente do Conselho de Administração apelou ao CEO do UniCredit, Andrea Orcel, que não ignorasse a administração do banco, após este ter pedido reuniões com o Governo da Alemanha, o segundo maior acionista e crítico da OPA, e os sindicatos dos trabalhadores. Estas duas partes têm metade dos lugares no Conselho de Supervisão do Commerzbank.
O presidente do Conselho de Administração reiterou a necessidade de esclarecer certos tópicos para os trabalhadores, acionistas e clientes do banco, acrescentando que as conversações são igualmente benéficas para o UniCredit. “Não vai haver atalhos através de Berlim”, afirmou.
Aos apelos de Weidmann juntaram-se ainda o vice-presidente do Conselho de Administração e o presidente do estado de Hesse, onde o Commerzbank está sediado.
Contudo, Orcel reiterou que está pronto para negociar com o executivo germânico, admitindo que tomou nota das declarações, mas se mobilizando nesse sentido. O CEO do UniCredit apontou ainda que existe um período de negociações antes das aprovações regulatórias, previstas para o final do ano.
Citada pela Reuters, fonte oficial do UniCredit garantiu que o banco está pronto para conversar sobre condições concretas e um caminho construtivo para o Commerzbank.
Na apresentação dos resultados do UniCredit, nesta semana, Orcel recordou que está agora numa posição que lhe permite convocar uma assembleia geral extraordinária e “exercer controlo”. “Faríamos isso se fosse necessário, mas as nossas expectativas são de (não ter de) o fazer neste momento, se tivermos toda a gente a bordo e a seguir a mesma direção a partir de 1 de janeiro”, acrescentou, referindo-se à estratégia delineada para a instituição alemã.
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