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Berlim admite vender participação no Commerzbank ao UniCredit se houver acordo

O Estado alemão detém 12,7% do Commerzbank, sendo o segundo maior acionista. Até então, o Governo opôs-se firmemente à aquisição do banco pelo UniCredit.

17 Ago 2026 - 14:25

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Foto wikimedia/Steffen Prößdorf

Foto wikimedia/Steffen Prößdorf

Altos responsáveis do Governo alemão estão a ponderar vender a participação estatal de 12,7% no Commerzbank ao UniCredit, caso as duas instituições cheguem a um acordo estratégico, segundo fontes próximas do processo citadas pela Bloomberg. Embora esta não seja uma posição oficial de Berlim, membros do Governo estarão disponíveis para iniciar negociações sobre a transação, perante a possibilidade de o UniCredit assumir o controlo do segundo maior banco comercial alemão.

Segundo a Bloomberg, o Governo alemão procura facilitar um entendimento entre as duas entidades que seja economicamente e estrategicamente favorável, permitindo ao Commerzbank continuar a desempenhar um papel relevante no sistema bancário do país.

A posição de Berlim representa uma mudança face à oposição firme manifestada nos últimos meses à operação do UniCredit, depois de o banco italiano ter aumentado significativamente a participação no Commerzbank, podendo vir a assumir o controlo da instituição alemã.

O UniCredit encerrou o período de aceitação da oferta voluntária de aquisição do Commerzbank com a adesão de ações representativas de 17,6% do capital social do banco alemão, elevando a participação para 47,59%. No entanto, o banco italiano explicou que essa participação corresponde a 49,65% dos direitos de voto do Commerzbank, uma vez que as ações próprias detidas pelo banco alemão não conferem direitos de voto.

O UniCredit iniciou em 5 de maio o período de adesão à Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o Commerzbank, através da qual pretendia ultrapassar o limiar de 30% e que previa a troca de 0,485 ações do banco italiano por cada ação do banco alemão.

O CEO do UniCredit, Andrea Orcel, manifestou recentemente confiança na possibilidade de o banco italiano assumir o controlo do Commerzbank a partir do quarto trimestre, admitindo também a possibilidade de fazer concessões nas próximas negociações com o Governo alemão.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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