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BIS e bancos centrais testam criptografia pós-quântica em pagamentos
Sistema financeiro faz transações de liquidez no Eurosistema substituindo assinaturas digitais tradicionais por criptografia pós-quântica
13 Dez 2025 - 10:30
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O Banco de Compensações Internacionais (BIS), em conjunto com a Swift — a rede usada por bancos em todo o mundo para enviar mensagens e efetuar transferências internacionais — e os bancos centrais de Itália, França e Alemanha, identificou os principais desafios que o sistema financeiro enfrenta para garantir a resiliência num mundo pós-quântico.
A Fase 2 do Projeto Leap, uma colaboração entre o Centro de Inovação do BIS no Eurosistema, o Banco de Itália, o Banco de França, o Deutsche Bundesbank, a Nexi-Colt e a Swift, testou a criptografia pós-quântica num sistema de pagamentos operacional.
Proteger os sistemas financeiros da potencial ameaça representada pelos computadores quânticos exige uma abordagem proativa e coordenada, afirma o BIS, observando que os desafios vão além dos aspetos técnicos e incluem sensibilização, alocação de recursos, desenvolvimento de competências, inventariação, projetos-piloto, governação e muito mais.
A experiência substituiu as assinaturas digitais tradicionais por criptografia pós-quântica no envio de transferências de liquidez no sistema Target2 do Eurosistema. Isto envolveu a modificação de vários componentes do sistema para garantir a compatibilidade com as bibliotecas criptográficas atualizadas.
Todos os cenários de teste foram executados com sucesso, demonstrando a viabilidade da migração de sistemas de pagamento para criptografia pós-quântica. Os testes também revelaram diferenças significativas de desempenho entre os algoritmos tradicionais e pós-quânticos, apontando para a necessidade de mais testes e preparação antes da transição no sistema financeiro.
O relatório do projeto descreve as conclusões funcionais da aplicação de protocolos criptográficos pós-quânticos, considerando os desafios de implementação ao nível organizacional e técnico. O relatório também apresenta aprendizagens relacionadas com o desempenho, interoperabilidade e agilidade criptográfica. Por exemplo, os resultados dos testes evidenciam diferenças significativas de desempenho entre algoritmos tradicionais e pós-quânticos, reforçando a necessidade de testes adicionais e preparação antes da transição no sistema financeiro.
“Migrar sistemas de pagamento para soluções resistentes à computação quântica é um processo complexo e de elevado risco que afeta todo o ecossistema financeiro”, afirma o BIS. “A Fase 2 do Projeto Leap destacou a importância de preparativos atempados e da colaboração entre instituições para garantir que o sistema financeiro seja resiliente perante ameaças emergentes”, acrescenta.
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