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BPF canaliza 100 milhões para emissão de obrigações de PME com garantia pública

Iniciativa do BPF permite a PME emitir obrigações que são depois agrupadas e apresentadas a investidores em 'basket bonds'.

09 Jun 2026 - 10:21

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Foto: Banco Português de Fomento

Foto: Banco Português de Fomento

O Banco Português de Fomento (BPF) anunciou, nesta terça-feira, o lançamento das primeiras emissões de ‘basket bonds’ com garantia pública em Portugal. Este programa, explica o BPF, no valor de 100 milhões de euros, vai permitir às PME aceder mais facilmente ao mercado de capitais nacional. As primeiras emissões estão previstas até julho, revela.

O programa divide-se em dois produtos, informa o BPF, com uma dotação de 50 milhões cada. Um destina-se a PME de diversos setores da economia, com ‘rating’ de risco de 1 a 4. O outro – feito em parceria com o Turismo de Portugal – dirige-se a empresas do setor do turismo, de diferentes dimensões, e tem um ‘rating’ de risco de 1 a 6. A garantia pública assegurada pelo BPF vai até 80% do capital investido.

Esta iniciativa vai ser implementada em conjunto com a Flexdeal, a única sociedade de investimento mobiliário para o fomento da economia, e a Raize, plataforma de financiamento colaborativo que pertence à Flexdeal.

O Basket Bond PME, desenvolvido com a Flexdeal e a Raize, pode atingir um máximo de 100 milhões, dependendo da procura, informa o Banco Português de Fomento. Por sua vez, o Basket Bond Turismo, em parceria com o Turismo de Portugal e a Raize, também conta com a possibilidade de reforço em função da procura.

Cada empresa vai poder emitir até um máximo de 2 milhões de euros em obrigações, com maturidade até sete anos. Estas obrigações, os chamados ‘minibonds’, destinam-se a financiar projetos e necessidades de investimento, esclarece o Banco de Fomento em comunicado. De seguida, as emissões de várias empresas são agregadas num único ‘basket bond’, que é depois disponibilizado a investidores através das plataformas parceiras da Felxdeal e da Raize.

“Este modelo representa uma nova porta de financiamento e uma alternativa complementar ao crédito bancário, permitindo às PME financiarem o seu crescimento através da emissão de obrigações no mercado, com o apoio de uma garantia do BPF. Permite, por outro lado, alargar a base de investidores que beneficiam de garantia pública”, salienta o BPF.

O CCO do BPF, Luís Guimarães, acredita que este é “um passo estrutural para o financiamento das empresas portuguesas, em particular das PME”. “Pela primeira vez, estamos a criar em Portugal um mecanismo de acesso ao mercado de capitais, suportado por garantia pública, permitindo diversificar fontes de financiamento, reduzir a dependência do crédito bancário e aproximar diversos investidores e empresas”, acrescenta.

Já o CEO da Flexdeal e da Raize, Alberto Amaral, salienta também a aproximação entre empresas e investidores, bem como o “modelo inovador que torna o acesso ao mercado de capitais mais simples e eficiente para as PME”. “Ao aumentar a escala das emissões e a atratividade para os investidores, estamos a contribuir para o desenvolvimento do financiamento alternativo e do mercado de capitais em Portugal”, destaca.

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