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Santander Portugal aumenta rentabilidade, mas lucros caem para 434 milhões no primeiro semestre

O Banco Santander Portugal registou um resultado líquido consolidado de 434,0 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, o que representa uma redução face aos 503,9 milhões de euros alcançados no mesmo período de 2025.

24 Jul 2026 - 11:11

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Foto: Santander

Foto: Santander

Excluindo efeitos não recorrentes, o resultado líquido recorrente ascendeu a 452,8 milhões de euros, menos 4,9% que no primeiro semestre de 2025. A discrepância entre este dois números deriva do impacto do positivo do reembolso do adicional de solidariedade nas contas de 2025, no valor de 27,6 milhões de euros, e do impacto negativo dos encargos com a transformação da rede de balcões e reformas antecipadas no valor de 18 milhões em 2026.

A evolução dos resultados reflete, sobretudo, a descida da margem financeira, que recuou para 677,6 milhões de euros, num contexto de normalização das taxas de juro, apesar do crescimento da atividade comercial e da evolução positiva das receitas de comissões.

As comissões líquidas aumentaram para 259,2 milhões de euros, contribuindo para atenuar a redução da margem financeira. No conjunto, o produto bancário fixou-se em 943,4 milhões de euros, enquanto os custos operacionais ascenderam a 257,0 milhões, permitindo ao banco alcançar um resultado de exploração de 686,4 milhões de euros, muito em linha com o período homólogo de 2025 (-1,4%)
As imparidades líquidas de ativos financeiros ao custo amortizado totalizaram 24,3 milhões de euros, conduzindo a um resultado antes de impostos de 632,6 milhões de euros.

Rentabilidade continua entre as mais elevadas do setor

Apesar da redução do lucro, o Santander Portugal manteve níveis elevados de rentabilidade. O RoTE (Return on Tangible Equity) situou-se em 29,3%, menos 1,1 pontos percentuais do que um ano antes, continuando, ainda assim, em níveis superiores à média do setor bancário português.

O rácio de eficiência melhorou ligeiramente para 27,2%, enquanto o rácio CET1 (phase-in) reforçou-se para 15,8%, mais 1,6 pontos percentuais do que em junho de 2025.

Na qualidade dos ativos, o rácio de Non-Performing Exposure (NPE) desceu para 1,3%, com a respetiva cobertura a aumentar para 88,3%. O custo do crédito fixou-se em 0,07%.

Atividade comercial mantém-se robusta

No final de junho, o Santander Portugal apresentava um ativo líquido de 59.997 milhões de euros, uma carteira de crédito bruto a clientes de 56.598 milhões e recursos de clientes de 50.829 milhões de euros, evidenciando a manutenção de um elevado volume de negócio.

A rede comercial continuou a ajustar-se, com o banco a contar com 261 agências em Portugal, menos 17 do que no final de 2025, e 4.527 colaboradores, uma redução de 139 trabalhadores face a dezembro.

Em termos de notação financeira, o Santander Portugal manteve classificações de longo prazo de A+ pela Fitch Ratings, Baa1 pela Moody’s e A pela Standard & Poor’s e DBRS.

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