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CaixaBank mantém objetivos para 2025 – 27 apesar de incerteza

"A estratégia de segurança dos EUA e a sua agenda de política externa somam incerteza continuamente. São fatores determinantes na evolução da economia mundial e na estabilidade dos mercados financeiros globais", afirmou o presidente do CaixaBank.

27 Mar 2026 - 15:51

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O presidente do CaixaBank, Tomás Muniesa, e o CEO, Gonzalo Gortázar | Foto: CaixaBank

O presidente do CaixaBank, Tomás Muniesa, e o CEO, Gonzalo Gortázar | Foto: CaixaBank

O CaixaBank, dono em Portugal do BPI, mantém os objetivos do plano estratégico 2025 – 2027, apesar da incerteza gerada pela guerra no Médio Oriente, disse nesta sexta-feira o CEO do grupo financeiro espanhol, Gonzalo Gortázar. O líder do banco justificou que há um “mar de fundo mais favorável” do que previsto.

Segundo o CEO, que falava numa assembleia-geral ordinária de acionistas do CaixaBank, em Valência, Espanha, o impulso da atividade comercial permitiu ao CaixaBank fechar 2025 com “crescimentos bastante superiores aos previstos”. “O ano que acabamos de fechar é um passo firme na execução do nosso plano estratégico”, afirmou Gonzalo Gortázar, citado pela agência de notícias EFE.

O presidente do CaixaBank, Tomás Muniesa, também citado pela EFE, revelou que até agora foram superados “amplamente” os objetivos do plano estratégico 2025 – 2027, graças ao dinamismo do crédito, ao crescimento dos recursos, à redução da morosidade e à capacidade de gerar capital e liquidez.

Segundo Muniesa, o impacto da situação no Médio Oriente altera, porém, as perspetivas para a economia espanhola, numa dimensão que dependerá da duração do conflito. O presidente do CaixaBank revelou que o gabinete de estudos do banco prevê que o crescimento do PIB de Espanha este ano se fique em 2% (foi 2,8% em 2025 e 3,5% em 2024, segundo os dados oficiais mais recentes).

“A estratégia de segurança dos Estados Unidos e a sua agenda de política externa somam incerteza continuamente. São fatores determinantes na evolução da economia mundial e na estabilidade dos mercados financeiros globais”, afirmou. Tomás Muniesa acrescentou que “a confrontação geoeconómica entre potências é a maior ameaça para a estabilidade global” e é “sinónimo de riscos económicos, inflação, redução do comércio, impacto nas cadeias de abastecimento e volatilidade nos mercados financeiros”.

O CaixaBank teve lucros de 5,89 mil milhões de euros em 2025, mais 1,8% do que no ano anterior. O banco destacou que a queda das taxas de juro, que marcaram a atividade no ano passado, “foi compensada parcialmente, entre outros motivos, por uma maior atividade comercial (maiores volumes de crédito e de recursos)”.

O grupo apresentou em novembro de 2024 um plano estratégico para o período 2025-2027 segundo o qual esperava “acelerar o crescimento”, com taxas anuais de aumento no volume de negócio em redor aos 4% até 2027, com expansão na generalidade de todos os segmentos de atividade.

Segundo o Plano Estratégico 2025-2027 do CaixaBank, o BPI deverá crescer também 4% anualmente neste período tanto em concessão de crédito como em recursos de clientes, depois de crescimentos de 3% do volume de negócios entre 2016 e 2024. Na sequência dos resultados de 2025, o CaixaBank reviu em alta os objetivos deste plano estratégico e aumentou para 6% a meta de crescimento anual do volume de negócio até 2027. São estes objetivos revistos em alta que os dirigentes do banco reiteraram que se mantêm inalterados.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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