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Centros de decisão, serviços financeiros e indústria tecnológica colocam Lisboa no topo da pirâmide salarial

A Área Metropolitana de Lisboa concentra os trabalhadores qualificados, bem como centros de decisão e cargos de chefia, o que faz aumentar a remuneração média na capital.

01 Mai 2026 - 07:30

3 min leitura

Foto: Freepik

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Neste Dia do Trabalhador, vale a pena olhar para a forma como os rendimentos e as oportunidades estão distribuídas no território nacional. Sem grandes surpresas, existe uma larga discrepância entre o interior e o litoral, um problema já bastante badalado e no país. Traduzindo isto em números, verifica-se uma diferença de 525 euros entre a remuneração média auferida em Lisboa e aquela registada em Beja, os dois distritos nos extremos da tabela.

A lista referida coloca a capital no topo dos rendimentos médios, com 1796 euros por mês, contra 1271 euros em Beja. A média nacional aparece nos 1402 euros. Estes dados são apresentados pela Randstad Research, na sua Radiografia Regional do Profissional em Portugal.

A completar o Top 3 das médias salariais surgem Setúbal e Porto, com 1617 euros e 1564 euros, respetivamente. No fundo da tabela, Portalegre e Bragança juntam-se a Beja, com vencimentos de 1299 euros e 1302 euros, respetivamente.

O estudo da Randstad Research aponta que “a liderança de Lisboa e Setúbal reflete a concentração de centros de decisão, serviços financeiros e indústrias tecnológicas de alto valor acrescentado”. Reforça ainda que esta realidade “é impulsionada pela concentração de cargos de topo, como dirigentes, diretores e especialistas intelectuais, cujas remunerações são significativamente superiores na capital devido à presença das sedes corporativas”.

Olhando para o perfil profissional dos trabalhadores, obtém-se mais uma confirmação da realidade já plasmada. 42,3% dos profissionais da capital encontram-se em cargos de chefia ou quadros superiores, contrastando com as ilhas e o Alentejo. A média nacional de pessoas em cargos de chefia está nos 4%, mas as regiões autónomas têm apenas metade ou menos desta proporção, o que “indica uma estrutura laboral fortemente dependente de processos de execução e com escassos centros de decisão”.

Esta situação encaixa com o panorama de qualificações dos colaboradores. Os dados revelados pela Randstad Research demonstram que as ilhas concentram mais trabalhadores sem qualificações – 13,9% na Madeira e 14,1% nos Açores – enquanto a Península de Setúbal e o Centro apresentam os valores mais baixos, com 7,3% e 7,5%, respetivamente.

Neste sentido, olhando para a “geografia do diploma”, a discrepância é notável. Na capital, há 22% de trabalhadores que completaram o 3.º ciclo ou menos. No sentido inverso, 44,8% tem pelo menos uma licenciatura.

As regiões autónomas apresentam realidades opostas. O peso dos colaboradores que têm o 3.º ciclo ou menos é de 42,4% na Madeira e atinge 48,5% nos Açores. A percentagem que possui um diploma do ensino superior é de 27% e 20,8%, respetivamente.

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