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CEO da Nickel defende reforço da formação dos professores e dos conteúdos pedagógicos sobre literacia financeira
João Guerra elenca as suas preocupações relativas à literacia financeira e deixa ainda o seu testemunho sobre como a Nickel contribui para a mesma.
08 Set 2026 - 19:00
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João Guerra CEO da Nickel Portugal | Foto Nickel Portugal
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João Guerra CEO da Nickel Portugal | Foto Nickel Portugal
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O CEO da Nickel em Portugal, João Guerra, entende que a literacia financeira tem de ser reforçada ao nível escolar. O líder da empresa de pagamentos do Grupo BNP Paribas elogia os materiais pedagógicos que existem, bem como os “passos bastante importantes” que se deram nos últimos anos, mas refere que é preciso dar “mais força” a este tópico e ao seu ensino.
Neste sentido, entende que, dentro do Plano Nacional de Formação Financeira – que apelida de “coluna vertebral” do ensino da literacia financeira no país – existe um conjunto de recursos que são ministrados ao nível escolar que são “aprendizagens essenciais para os alunos”. Paralelamente, refere ainda a Estratégia Nacional para a Educação e para a Cidadania e o Educar para a Cidadania, que considera serem as restantes peças fulcrais neste campo.
Acrescenta também a necessidade de dar mais formação aos professores, “para que tenham mais conhecimento e vontade de ministrar todas estas informações”.
Um ponto que reconhece ser sensível é a participação das próprias instituições financeiras no processo de aprendizagem. João Guerra sublinha que os parceiros oficiais das autoridades estão credenciados para trabalhar estes temas com os alunos, mas recorda que os bancos e outras entidades teriam talvez mais recursos e possuem o ‘know-how’ para ensinar também.
Reconhece que existem limitações por uma questão de conflitos de interesse, mas acredita que estas instituições poderiam participar no processo e ajudar a disseminar a informação de forma mais “massiva”.
Questionado sobre o que o preocupa na falta de literacia financeira da população, João Guerra aponta três riscos principais. O primeiro relacionado com a inflação, pois esta vai afetar primeiramente as pessoas com rendimentos mais baixos, o que é preocupante quando há uma percentagem considerável da população a admitir que não consegue poupar dinheiro no fim do mês e, portanto, torna-se mais grave com a falta de literacia.
De seguida, aponta a digitalização, pois, explica, trouxe consigo muita inovação, mas acarreta vários perigos, o pior deles a fraude digital. O CEO da Nickel exemplifica com a utilização da imagem de ministros ou presidentes de bancos para divulgação de determinados produtos financeiros.
A divulgação de informação falsa não é a única preocupação neste domínio. João Guerra recorda que, entre os jovens dos 18 aos 24 anos, cerca de um terço recorre às redes sociais para se informar sobre finanças pessoais e, portanto, defende que uma educação financeira sólida é importante e precisa de ser acompanhada de informação clara, simples e de fontes fidedignas.
Por fim, considera preocupante a quantidade de portugueses – mais de 80% – que está a contar depender inteiramente dos descontos para a segurança social, ou sistemas semelhantes, para sobreviver na reforma. O envelhecimento da população torna-se, assim, um risco elevado, dado que coloca “pressão adicional” no sistema de pensões públicas.
Questionado sobre como a Nickel contribui para melhorar a literacia financeira da população, João Guerra assegura que esta tem a “inclusão financeira” ‘by design’. Usando um estudo do Banco Mundial como base, o líder da Nickel em Portugal argumenta que o acesso a uma conta à ordem básica para depósitos e pagamentos é o primeiro passo para a inclusão financeira, que é precisamente o que a empresa de origem francesa tem para oferecer aos seus clientes na versão mais básica.
Ou seja, João Guerra reforça que, para introduzir o sistema a uma pessoa é preciso coloca-la dentro desse mesmo sistema, para que entenda como funciona.
Outro aspeto que considera que reforça a capacidade da Nickel contribuir para a inclusão financeira é a sua expansão pelo território. João Guerra realça que, nos últimos anos, os bancos têm vindo a reduzir a sua presença física, o que, ao mesmo tempo, resulta em exclusão financeira, algo que, argumenta, a empresa pretende contrariar ao ter pontos de acesso onde as pessoas podem ir pessoalmente.
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