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CEO do Commerzbank admite saída prematura se não concordar com estratégia do Conselho de Supervisão
Bettina Orlopp acredita que concordância na estratégia é uma "boa base". O mandato da CEO do Commerzbank termina em 2029.
03 Set 2026 - 10:36
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Bettina Orlopp CEO do Commerzbank | Foto: Commerzbank
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Bettina Orlopp CEO do Commerzbank | Foto: Commerzbank
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A CEO do Commerzbank, Bettina Orlopp, admitiu, nesta quarta-feira, que a sua permanência no cargo até ao final do mandato, em 2029, só faz sentido se estiver alinhada com o Conselho de Supervisão em termos de estratégia. A líder do segundo maior banco alemão adiantou ainda que estão a haver conversações diretas com o UniCredit.
Orlopp, citada pela Reuters, considera que, enquanto houver acordo sobre a estratégia e o caminho em frente, há uma “boa base”. “Se, em algum momento, houver discórdia, temos de nos comportar como adultos e encontrar uma solução”, reiterou numa intervenção na conferência Handelsblatt Banking.
Bettina Orlopp alertou para os riscos de uma integração apressada, argumentando que a incerteza beneficia apenas os concorrentes e pode prejudicar os clientes e o talento crucial. Sublinhou ainda a importância da coordenação com o Governo alemão, o segundo maior acionista do banco.
Recorde-se que o CEO do UniCredit, Andrea Orcel, indicou que pretendia falar diretamente com o executivo sobre o Commerzbank, após ter alcançado uma participação de 47,59% das ações, que, na verdade, corresponde a 49,65% dos direitos de voto. O Estado alemão detém cerca de 12%, sobrantes de um resgate à instituição durante a crise económica.
O ministro das Finanças, Lars Klingbeil, convidou Orcel para uma reunião em Berlim no dia 14 de setembro, que este aceitou, relembra a Reuters.
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