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CEO do Monte dei Paschi garante foco na integração do Mediobanca e não em conversações de fusão com BPM
Face a notícias sobre conversações com o BPM, o CEO do MPS reitera que o seu foco é a integração do Mediobanca, que já gerou atritos entre Lovaglio e os acionistas.
29 Mai 2026 - 12:36
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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
O CEO do Monte dei Paschi di Siena (MPS), Luigi Lovaglio, reiterou que o banco está focado na integração do Mediobanca, quando questionado pela Reuters sobre notícias recentes de novas conversações com o Banco BPM acerca de uma possível fusão.
A ideia da fusão entre as duas instituições não é nova. A Reuters recorda que vários governos italianos quiseram criar um terceiro grande ‘player’ no setor bancário, para concorrer com o Intesa Sanpaolo e o UniCredit. Este avanço entre o BPM e o MPS foi interrompido quando, em novembro de 2024, o UniCredit avançou com uma oferta sobre o BPM, que acabou por cair no verão de 2025.
Segundo a Reuters, tanto a agêndia de notícias italiana Adnkronos como o Corriere della Sera avançaram com reportes de que as conversações entre os dois bancos tinham acelerado e que o BPM podia vir a contratar o Goldman Sachs como conselheiro para o negócio.
A agência italiana revela que as indicações para iniciar contactos com o BPM se deram após a assembleia geral do MPS, em que Luigi Lovaglio conseguiu recuperar a liderança do banco depois de a administração o excluir inicialmente da recandidatura.
A Reuters recorda que um dos maiores investidores do MPS – e o que impulsionou a não recondução de Lovaglio – é Francesco Caltagirone, que se mostrou insatisfeito com a estratégia de integração do Mediobanca e avisou, neste mês, que uma possível fusão entre o MPS e o BPM podia levar o Monte dei Paschi a ser absorvido pelo rival.
Recorde-se que a teia de acionistas no setor financeiro italiano é complexa e várias empresas do setor partilham investidores. O maior acionista do BPM é o Crédit Agricole – sobre o qual também surgiram rumores de uma fusão com o BPM, através da sua subsidiária no país – com cerca de 20%, e o próprio BPM é acionista do MPS, detendo cerca de 3,7%. O banco que no passado esteve na mira do UniCredit ajudou Lovaglio a voltar ao poder, tendo-se colocado do seu lado na hora da votação.
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