3 min leitura
Luigi Lovaglio consegue virar jogo a seu favor e é reeleito CEO do Monte dei Paschi
Lista com Luigi Lovaglio arrecadou 49,95% dos votos, enquanto adversário conseguiu apenas 38,79%. Ex-CEO consegue assim dar a volta e recuperar liderança do MPS.
15 Abr 2026 - 18:59
3 min leitura
Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
Mais recentes
- Pagamento de juros opõe o setor das criptomoedas à Banca
-
Horizontes da Educação – Quando a realidade virtual facilita a mobilização para a causa do Futuro da EducaçãoParceiroPT50 Brand
- Lucro do Nubank dispara 41% no arranque do ano para 744,7 milhões
- Menos de metade dos bancos portugueses contemplavam um “apagão” nos seus planos de contingência
- BNA defende para África mais cooperação financeira e inovação centrada nas pessoas
- DECO considera positivo o reforço das exigências ao nível da taxa de esforço no crédito à habitação
Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
Chegou ao fim a disputa pela liderança do Monte dei Paschi di Siena (MPS), o banco mais antigo do mundo e que no ano passado conseguiu adquirir o rival Mediobanca numa Oferta Pública de Aquisição de cerca de 16 mil milhões de euros. O plano de integração da instituição levou a administração e alguns acionistas a virarem-se contra o CEO, Luigi Lovaglio, excluindo o mesmo de uma lista candidata aos órgãos sociais do banco.
No entanto, Lovaglio – que começou a ser investigado pelo Ministério Público no final de 2025 precisamente pelo negócio de aquisição do Mediobanca – não aceitou a derrota de forma pacífica. O ainda CEO decidiu desafiar a administração e surgiu como candidato numa lista apresentada pela PLT Holding, um acionista minoritário. Esta impertinência valeu-lhe não só uma revogação dos poderes enquanto CEO como também uma rescisão de contrato.
Agora, contas feitas e apesar das indicações dos ‘proxy advisors’, Lovaglio conseguiu levar a melhor. Segundo avança o Financial Times, bem como vários órgãos de comunicação social italianos, a lista do ex – e agora futuro – CEO do MPS conseguiu arrecadar 49,95% dos votos dos acionistas presentes. Cesare Bisoni foi eleito presidente do Conselho de Administração.
Lovaglio conseguiu o apoio da Delfin, ‘holding’ da família Del Vecchio e maior acionista do banco, com 17,5% dos votos, e também do Banco BPM, que detém uma participação de 3,7%. Na assembleia estiveram presentes acionistas representantes de cerca de 64% do capital do banco.
A lista apresentada pelo Conselho de Administração, e que tinha Fabrizio Palermo como candidato a CEO, recolheu apenas 38,79% dos votos. Por sua vez, a lista proposta pela Assogestioni, que não previa nenhum candidato a CEO, teve perto de 7% dos votos.
Assim, a administração será composta por oito elementos da lista proposta pela PLT Holding, seis da candidatura da administração e um da Assogestioni. Lovaglio tem, portanto, maioria absoluta para liderar o banco segundo a sua visão.
Entre os restantes acionistas, a imprensa italiana adianta que a Fundação Monte dei Paschi, com uma posição de 0,2%, se absteve, bem como o Tesouro – recorde-se que o MPS foi resgatado pelo Estado em 2017, tendo voltado à esfera privada em 2023/2024 – que detém perto de 5%. Já o Norges Bank, com perto de 3%, revelou que ia apoiar o ex-CEO.
O atual presidente do Conselho de Administração, Nicola Maione, decidiu retirar a sua recandidatura ao cargo após saber o resultado.
Mais recentes
- Pagamento de juros opõe o setor das criptomoedas à Banca
-
Horizontes da Educação – Quando a realidade virtual facilita a mobilização para a causa do Futuro da EducaçãoParceiroPT50 Brand
- Lucro do Nubank dispara 41% no arranque do ano para 744,7 milhões
- Menos de metade dos bancos portugueses contemplavam um “apagão” nos seus planos de contingência
- BNA defende para África mais cooperação financeira e inovação centrada nas pessoas
- DECO considera positivo o reforço das exigências ao nível da taxa de esforço no crédito à habitação