2 min leitura
CGD finaliza venda da posição no BCA à Coris Holding por 82 milhões
Finalização do processo surge quase dois meses depois da autorização do Banco de Cabo Verde. CGD mantém presença no país através do Banco Interatlântico.
15 Jan 2026 - 16:57
2 min leitura
Foto: BCA facebook
Mais recentes
- Coris reforça posição no Banco Comercial do Atlântico de Cabo Verde
- Caça ao Paschi: de falido a última bolacha do pacote em dez anos
- Comissão Europeia propõe aumento de 3,48% no orçamento dos reguladores financeiros
- Combate ao branqueamento é tanto um dever de quem paga como de quem recebe
- DBRS sobe ‘rating’ de emissor de longo prazo da CGD para A (alta) com perspetiva estável
- IGCP realiza na próxima semana leilão de até 1,25 mil milhões
Foto: BCA facebook
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) finalizou a venda da sua posição no Banco Comercial do Atlântico (BCA) à Coris Holding por 82 milhões de euros. O banco anunciou esta operação ao mercado nesta quinta-feira, dando por concluído o negócio iniciado em março de 2024 e que trouxe uma mais-valia de 19,3 milhões, revela.
O banco público detinha uma posição de 59,81% no banco cabo-verdiano. Este avanço surge quase dois meses após o Banco de Cabo Verde ter dado a luz verde ao negócio, um processo que já se arrastava no banco central do país há cerca de ano e meio. A CGD já tinha anunciado nessa altura que contava finalizar o processo em janeiro deste ano.
A alienação da posição no Banco Comercial do Atlântico tem um impacto positivo de 40 pontos base no rácio CET1 da CGD, informa a empresa, “resultante da conjugação da mais-valia gerada e da diminuição dos ativos ponderados pelo risco”. A CGD foi assessorada neste processo pela Caixa – Banco de Investimento.
Esta venda faz parte da reestruturação do Grupo Caixa em Cabo Verde, que fica agora presente através de apenas uma entidade: o Banco Interatlântico. Esta reestruturação foi iniciada e aprovada em 2018, relembra a instituição. “A Caixa continua comprometida com o desenvolvimento da economia de Cabo Verde, renovando o seu apoio e parceria com os agentes económicos e as famílias”, acrescenta o banco.
O Banco de Cabo Verde justificou, na altura da decisão, a sua demora na aprovação pela “complexidade” do processo. Foram necessárias “diligências adicionais” pelo facto de o BCA ser “um banco sistémico” no arquipélago e de o comprador proposto “ser uma ‘holding’, com filiais em diversas jurisdições e ramificações”. Segundo o BCV, tudo foi feito “de modo a que ficasse suficientemente demonstrado que o proposto adquirente reunia as condições que garantissem uma gestão sã e prudente da entidade-alvo de aquisição”.
A Coris Holding apresenta-se como uma instituição financeira aprovada pela Comissão Bancária da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) e cujas principais atividades estão organizadas em torno do setor bancário sob a marca Coris Bank International, com nove filiais.
Mais recentes
- Coris reforça posição no Banco Comercial do Atlântico de Cabo Verde
- Caça ao Paschi: de falido a última bolacha do pacote em dez anos
- Comissão Europeia propõe aumento de 3,48% no orçamento dos reguladores financeiros
- Combate ao branqueamento é tanto um dever de quem paga como de quem recebe
- DBRS sobe ‘rating’ de emissor de longo prazo da CGD para A (alta) com perspetiva estável
- IGCP realiza na próxima semana leilão de até 1,25 mil milhões