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Comissária europeia da Concorrência quer Estados-membros a apoiar fusões transfronteiriças de bancos
Teresa Ribera critica os Estados-membros que defendem a necessidade de grandes empresas europeias, mas não tomam medidas para que tal se possa concretizar.
17 Jun 2026 - 12:18
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Foto: Comissão Europeia
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Foto: Comissão Europeia
A comissária europeia com a pasta da Concorência, Teresa Ribera, apelou, nesta quarta-feira, aos Estados-membros da União Europeia para que apoiem as fusões transfronteiriças entre instituições bancárias. Ribera considera este um passo importante para avançar com o mercado único europeu.
“Completar o mercado único continua a ser uma das prioridades mais urgentes da competitividade da Europa. Fusões transfronteiriças dos nossos grandes bancos europeus iriam ajudar nesse sentido. É urgentemente necessário”, reforçou numa conferência, citada pela Reuters.
O apelo de Ribera junta-se, assim, ao de vários titulares de cargos europeus, como a comissária dos Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, que têm reforçado a urgência de fusões deste género para enfrentar os investimentos de biliões necessários para financiar a transformação verde e digital do bloco europeu.
A Reuters recorda que o plano da união bancária está estagnado, com os agentes do setor e os supervisores a apontarem a falta de um sistema de garantia de depósitos comum à Zona Euro como um dos grandes impedimentos.
Estas declarações de Teresa Ribera surgem um dia após o Estado alemão ter oficialmente rejeitado a Oferta Pública de Aquisição do UniCredit sobre o Commerzbank, onde o Ministério das Finanças mantém uma posição de cerca de 12%. O executivo apontou o preço baixo e a postura agressiva do banco italiano como razões para rejeitar o negócio.
Ribera acredita que “os Estados-membros deviam aplaudir estes negócios em nome do bem comum”. A comissária criticou ainda os países que concordam e clamam por grandes campeões europeus, mas recusam adotar as medidas necessárias para que tal seja possível. “A Europa não pode, ao mesmo tempo, defender que precisa de empresas competitivas a nível mundial e recusar-se a analisar se os seus quadros analíticos refletem adequadamente as realidades da concorrência global, da transformação tecnológica e das necessidades de investimento”, defende.
Recorde-se que o chanceler alemão, Friedrich Merz, admitiu que a Europa necessita dessas fusões transfronteiriças referidas pela comissária europeia, mas rejeitou que a fusão entre o UniCredit e o Commerzbank fosse uma delas.
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