Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Conhecimentos de IA entram nos pré-requisitos de recrutamento do UBS

O UBS considera que é importante ter nos critérios de seleção o conhecimento sobre uma tecnologia que está a alterar estruturalmente o setor bancário.

08 Set 2026 - 11:07

3 min leitura

Foto: Freepik

Foto: Freepik

O suíço UBS está a encarar a Inteligência Artificial (IA) como um aspeto relevante nos processos de seleção de talento. O banco está a exigir aos seus candidatos juniores que demonstrem conhecimento sobre esta tecnologia e capacidade de implementa-la para melhorar resultados e eficiência.

Estes requisitos vão aplicar-se a estagiários e recém-graduados que queiram integrar a divisão global de Banca e Mercados em 2027, segundo avança o Financial Times (FT), citando fontes conhecedoras do assunto. O periódico britânico destaca que o UBS se torna uma das primeiras grandes instituições financeiras a requerer explicitamente proficiência com IA.

Neste sentido, o banco vai adicionar questões sobre conhecimentos de IA às suas entrevistas de emprego, testando os candidatos em relação à sua utilização da ferramenta.

Este avanço surge com os avisos cada vez mais comuns sobre o encerramento de postos de trabalho na banca devido aos avanços da IA que podem automatizar vários processos. O FT sublinha que os bancos estão cada vez mais a implementar ferramentas que tornam redundantes algumas tarefas habitualmente atribuídas a colaboradores mais jovens, como análise financeira ou preparação de apresentações a clientes.

O FT recorda, citando documentos, que também o Banco Santander já procurou explicitamente “utilizadores avançados de IA” para alguns programas de recém-graduados da sua unidade de ‘corporate and investment banking’.

Recentemente, analistas do Morgan Stanley estimaram que, ao longo dos próximos cinco anos, mais de 200 mil empregos na banca europeia vão estar em perigo, à medida que os bancos interiorizam a IA e fecham mais balcões.

Por outro lado, alguns banqueiros já alertaram para a necessidade de os colaboradores juniores aprenderem os fundamentos básicos, ao mesmo tempo que a IA resolve as tarefas mais rotineiras. Exemplo disso foi Conor Hillery, codiretor do JPMorgan para a Europa, Médio Oriente e África, que reforçou, na última cimeira bancária organizada pelo FT, que os colaboradores não podem “perder o conhecimento sobre o básico e os elementos fundamentais”. Explicou ainda que o banco americano estava a tentar equilibrar o uso da IA para despachar tarefas básicas e o treino de juniores em aptidões bancárias tradicionais.

Uma fonte conhecedora do assunto acrescentou que o conhecimento sobre IA vai ser um requisito nas novas vagas da empresa.

Em declarações ao FT, o UBS esclareceu que revê “continuamente” os critérios de recrutamento para “assegurar que estes refletem as aptidões” de que precisam. “Com a IA a alterar estruturalmente os serviços financeiros, as capacidades e experiências com IA tornaram-se um aspeto importante do sucesso profissional futuro e, portanto, constituem critérios de recrutamento relevantes”, acrescenta. “A literacia de IA complementa, não substitui, as qualidades académicas, analíticas e interpessoais que se mantêm o foco da nossa abordagem na contratação de talento”, reitera o UBS.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade