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Consultora considera que nomeação do governador do Banco de Moçambique questiona credibilidade do PR

A Oxford Economics considera que a "embaraçosa reviravolta" na nomeação do governador "levanta sérias questões" sobre a credibilidade do Presidente Daniel Chapo.

02 Set 2026 - 17:52

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Foto: Pexels

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A consultora Oxford Economics considerou nesta quarta-feira que o processo da nomeação do novo governador do Banco de Moçambique, uma “embaraçosa reviravolta” do Presidente Daniel Chapo, levanta “sérias questões” sobre a credibilidade do chefe de Estado. “A embaraçosa reviravolta de Chapo levanta sérias questões sobre a sua credibilidade: será que ele sabia dos esqueletos no armário de [Waldemar Fernando de] Sousa, mas nomeou-o na mesma?”, questionam os analistas do departamento africano desta consultora britânica.

O episódio da alteração do novo governador do Banco de Moçambique, escrevem, “levanta uma outra questão: porquê desistir à última da hora? Por outro lado, se ele realmente não tinha conhecimento das alegações contra Sousa, isso lança dúvidas sobre a verificação de antecedentes do nomeado para cargo de enorme importância”.

A decisão de nomear Felisberto Dinis Navalha como novo governador do banco central foi anunciada em comunicado na terça-feira pela Presidência moçambicana, depois de, no dia anterior, ter anunciado a nomeação para o cargo de Waldemar Fernando de Sousa e, para vice-governador, Felisberto Dinis Navalha, sem indicar as razões, e limitando-se a invocar “questões supervenientes”.

Pouco depois de divulgada a nomeação de Waldemar Fernando de Sousa, vários órgãos de comunicação social moçambicanos recordaram que o mesmo foi visado numa investigação envolvendo antigos administradores do banco central, juntamente com outros dois gestores, por alegadas infrações financeiras relacionadas com o caso das dívidas ocultas.

Entre 2013 e 2014, três empresas públicas moçambicanas contraíram empréstimos junto de bancos internacionais com garantias do Estado, sem conhecimento do parlamento e dos parceiros internacionais do país. Reveladas em 2016, as dívidas foram estimadas em cerca de 2,7 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros, ao câmbio da época), segundo valores apresentados pelo Ministério Público moçambicano.

No despacho de terça-feira, segundo a Presidência, Chapo nomeou Benedita Maria Guimino para o cargo de vice-governadora do Banco de Moçambique.

Felisberto Dinis Navalha sucede no cargo a Rogério Zandamela, que liderou o Banco de Moçambique durante os últimos 10 anos.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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