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Crédit Agricole e Predica avançam com processos judiciais de mil milhões contra Salgado, Amílcar Morais Pires e Rioforte

Os dois processos deram entrada a 20 de julho. O primeiro tem o valor de 855 milhões e o segundo de 153 milhões.

02 Set 2026 - 17:40

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Banco Espirito Santo Foto: Wikipedia

Banco Espirito Santo Foto: Wikipedia

O Crédit Agricole e a sua seguradora Predica avançaram com dois processos judiciais contra o ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires, ex-CFO da instituição, e a Rioforte Investments. No total, os processos somam mais de mil milhões de euros.

Ambas as ações, de processo comum, deram entrada no dia 20 de julho no Tribunal Judicial da Comarca  de Lisboa e foram distribuídas no dia 1 de setembro pelo Juízo Central Cível de Lisboa, de acordo com a informação avançadas por vários órgãos de comunicação e confirmada no portal Citius. Salgado, Morais Pires e a Rioforte são réus nos dois casos.

O primeiro processo tem como autor o Crédit Agricole, que foi acionista do BES e detinha 14,6% do banco à data da resolução. Esta ação tem um valor de 855,3 milhões. A segunda, na ordem dos 152,8 milhões, tem como autora a seguradora Predica.

O Jornal Económico recorda que, em 2014, o banco francês admitiu avançar com medidas legais devido ao colapso do BES, que resultou em perdas associadas de 708 milhões, segundo o relatório de contas de então citado pelo periódico português.

Segundo o jornal Público, que noticiou a existência das ações, o Crédit Agricole não quis comentar a decisão de recorrer à via judicial em Portugal, ao passo que a defesa de Ricardo Salgado afirmou desconhecer a situação.

O Crédit Agricole, acionista histórico do BES em conjunto com a família Espírito Santo através da Bespar, que tinha 35% do capital do banco, perdeu o direito de recuperar o valor dessa participação, não tenho até ao momento movido nenhuma ação na justiça portuguesa.

A resolução do BES decorreu em agosto de 2014, e pouco depois a consultora Deloitte, a pedido do Banco de Portugal, concluiu que os credores comuns recuperariam 31,7% dos seus créditos caso o banco tivesse ido para liquidação, em vez de resolução. Os acionistas e os credores subordinados não receberão qualquer compensação.

Nos tribunais, decorrem ainda muitos processos judiciais colocados por investidores contra várias entidades como o Banco de Portugal, Novo Banco e Estado.

 

LAA com Lusa

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