Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Novo governador do Banco de Moçambique quer ouvir banca sobre escassez de divisas

O novo governador do Banco de Moçambique, Felisberto Dinis Navalha, tomou posse nesta quarta-feira. Rogério Zandamela esteve dez anos no cargo.

02 Set 2026 - 14:24

3 min leitura

Foto: Unsplash

Foto: Unsplash

O novo governador do Banco de Moçambique, Felisberto Dinis Navalha, prometeu nesta quarta-feira ouvir os bancos comerciais para compreender a escassez de divisas no país e desenhar melhores políticas e estratégias para resolver o problema. “É visível que sim, temos estado a observar no mercado alguma escassez de divisas, mas os relatórios do banco [central] indicam que há reservas em níveis aceitáveis. Então, primeiro verificar, confirmar os números que existem e depois sentar com os bancos comerciais porque, na verdade, quem produz o câmbio não é o banco central, são os bancos comerciais”, disse Felisberto Dinis Navalha, após tomar posse, em Maputo.

O novo governador disse necessitar de “entender e perceber que situações” os bancos comerciais estão a atravessar no que diz respeito a divisas e só depois poderá “desenhar políticas e estratégias” para solucionar este problema. As Reservas Internacionais Líquidas (RIL) de Moçambique, que correspondem às disponibilidades em divisas utilizadas para suportar importações de bens e serviços, totalizavam 3,46 mil milhões de dólares (3,04 mil milhões de euros) em junho, segundo dados do banco central.

Antes, atingiram o máximo histórico de 4,26 mil milhões de dólares (3,73 mil milhões de euros) em fevereiro, mas parte foi depois utilizada, em março, para a liquidação antecipada de cerca de 699 milhões de dólares (630 milhões de euros) de dívida do Estado ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

No mesmo contexto, os empresários moçambicanos têm vindo a denunciar dificuldades na obtenção de divisas junto da banca comercial. Em março, uma fonte governamental admitiu à Lusa que estava a ser estudada a possibilidade de reduzir o nível de reservas, numa tentativa de aumentar a disponibilidade de moeda estrangeira na economia.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) chegou a classificar a situação como uma “emergência económica”. “A escassez de divisas é hoje uma emergência económica. Sem moeda externa, as empresas não importam matérias-primas, não cumprem contratos e não crescem”, afirmou, no final de 2025, o presidente da organização, Álvaro Massingue.

O Presidente moçambicano nomeou na terça-feira o economista Felisberto Dinis Navalha, com um percurso de 28 anos no banco central, para governador, um dia depois de ter indicado Waldemar Fernando de Sousa para o cargo, alegando “questões supervenientes” para essa mudança.

A decisão foi anunciada em comunicado pela Presidência moçambicana, que na segunda-feira ao final do dia tinha divulgado a nomeação de Waldemar Fernando de Sousa para governador do Banco de Moçambique e de Felisberto Dinis Navalha para vice-governador, agora promovido a governador, sucedendo a Rogério Zandamela, após dez anos e dois mandatos no cargo.

No ato de posse, o Presidente moçambicano desafiou o novo governador do Banco de Moçambique, Felisberto Dinis Navalha, a trabalhar na estabilidade macroeconómica, acompanhando a agenda de transformação em curso e conhecendo a realidade para além dos números.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade