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Crédit Agricole e UniCredit ponderam oferta conjunta pelo Banco BPM

O BPM pode vir a ser alvo de uma segunda OPA, protagonizada pelo seu maior acionista, o Crédit Agricole, e o UniCredit, que tentou recentemente adquirir o rival, mas sem sucesso.

25 Set 2026 - 12:47

2 min leitura

Foto wikipedia

Autor

Luís Alves Almeida

Jornalista

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Foto wikipedia

O Crédit Agricole e o UniCredit estão a considerar uma oferta conjunta pelo Banco BPM, com o objetivo de dividirem a empresa caso fossem bem-sucedidos. A informação é avançada pela Reuters, que cita duas fontes próximas do assunto.

De acordo com as mesmas fontes, a ideia surgiu no decorrer de conversas com as autoridades italianas e devido à consolidação em curso no setor bancário italiano.

Esta seria a segunda vez que o UniCredit tentava apoderar-se do rival doméstico, após a Oferta Pública de Aquisição (OPA) que caiu por terra no verão passado. Tentativa essa dificultada pelo próprio Crédit Agricole, o maior acionista do BPM, com uma participação de 29,3%.

Desde então, o CEO do UniCredit, Andrea Orcel, indicou que o banco ia ser um elemento observador nesta onda de consolidação da banca no país. Uma pessoa questionada sobre o assunto pela Reuters aponta que esta posição não mudou.

O segundo maior banco de Itália tem estado ocupado com o processo de aquisição do alemão Commerzbank, após uma OPA que assegurou uma participação de cerca de 48%. No entanto, a mesma fonte explica que o UniCredit pode ter interesse em adquirir balcões postos à venda devido a processos de fusão de outras entidades.

Recorde-se que já existe uma OPA sobre o BPM de momento, por parte do Monte dei Paschi di Siena (MPS), que, por sua vez, tenta escapar a uma oferta hostil do Intesa Sanpaolo. A proposta do MPS não foi bem recebida pelo Crédit Agricole, que já tinha levado ao fim das negociações com o BPM sobre uma fusão amigável.

A possível tentativa de aquisição conjunta iria resultar na separação do BPM, com o Crédit Agricole a ficar com cerca de um terço da empresa, revelou uma das fontes à Reuters. Os três bancos recusaram comentar o caso.

A notícia sobre a possível oferta foi avançada em primeiro lugar pela imprensa italiana.

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