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MPS coloca 38 mil milhões em cima da mesa para convencer acionistas a não aceitar OPA do Intesa Sanpaolo
O MPS está a oferecer 25,3 mil milhões pelo BPM e 8,7 mil milhões pelo Banca Generali. Paralelamente, quer distribuir 4 mil milhões aos acionistas em dinheiro e ações da Generali.
21 Ago 2026 - 11:58
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Foto: Marketscreener
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Perante uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) que ronda os 36 mil milhões de euros, o CEO do Monte dei Paschi di Siena (MPS), Luigi Lovaglio, vai propor aos seus acionistas um plano que custa 38 mil milhões e pode criar um grupo com ativos no valor de 466 mil milhões.
A estratégia de Lovaglio, segundo o comunicado da instituição, consiste em três operações paralelas. Uma OPA de 25,3 mil milhões pelo Banco BPM, uma segunda OPA simultânea de 8,7 mil milhões pelo Banca Generali e ainda um dividendo extraordinário de 4 mil milhões de euros a distribuir pelos acionistas do MPS.
As operações têm de ser aprovadas pelos acionistas, dado que o MPS está ele mesmo a ser alvo de uma OPA do Intesa Sanpaolo. A assembleia está convocada para 29 de outubro, informa. São ainda necessárias as aprovações regulatórias.
Para serem bem-sucedidas, cada OPA precisa de uma aceitação mínima de 50% das ações mais uma. O MPS estima que as ofertas estejam concluídas em meados de fevereiro de 2027.
As OPA consistem ambas em trocas de ações. O banco propõe um rácio de 1,567 ações do MPS por cada ação do BPM e de 6,958 ações do MPS por cada ação do Banca Generali. De acordo com os dados revelados, isto implica um preço de oferta de 16,729 euros por cada ação do BPM e de 74,284 euros por cada ação do Banca Generali. Os valores em questão têm conta os preços de fecho de mercado de 19 de agosto.
Para a oferta sobre o BPM, o MPS pretende uma “fusão de iguais”, tal como o próprio banco havia proposto no início de junho, antes de desistir das negociações, não tendo, por isso, um prémio sobre o valor de mercado. Por sua vez, para o Banca Generali, a oferta em questão implica um prémio de 10%.
O MPS esclarece que os valores avançados já têm em conta as distribuições extraordinárias e novas distribuições de dividendos ou reservas resultarão em ajustes de valores.
Já a distribuição extraordinária de 4 mil milhões divide-se em duas partes. Mil milhões a serem pagos em dinheiro e o restante em ações da Generali, correspondentes a cerca de 4,5% do capital total da seguradora.
O banco explica que cada ação do MPS vai receber, portanto, 1,208 euros. Destes, 0,302 euros a serem pagos em dinheiro e 0,906 em ações da Generali, a serem contabilizadas perto da data de pagamento e consoante os valores do mercado.
O MPS espera ter custos de integração de 2,5 mil milhões antes de impostos, dos quais 600 milhões respeitantes ao Mediobanca, adquirido há perto de um ano pelo MPS. O valor total deve ser gasto entre 2027 e 2029, acrescenta.
Já as sinergias esperadas ascendem a 2,6 mil milhões antes de impostos, com 800 milhões relacionados com a integração do Mediobanca.
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