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Crédito à habitação está a aumentar o endividamento das famílias

Álvaro Santos Pereira mostra que apenas os agregados familiares não estão a reduzir os seus passivos

22 Abr 2026 - 15:40

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Audição 17/9 parlamento, Álvaro Santo Pereira

Audição 17/9 parlamento, Álvaro Santo Pereira

É mais uma intervenção do governador do Banco de Portugal nas redes sociais. Álvaro Santos Pereira escreveu nesta quarta-feira no LinkedIn sobre a evolução do endividamento em Portugal nas suas várias vertentes. O governador demonstra, com base em dados do próprio banco central, que o aumento do preço das casas e o crescimento do crédito à habitação estão a contribuir para a subida do endividamento das famílias.

“Em 2025, a dívida das famílias em percentagem do PIB subiu de 54,9% em 2024 para 56,1% em 2025.

Se medirmos a dívida das famílias em percentagem do rendimento disponível, os valores também aumentaram: em 2025, a dívida dos particulares em percentagem do rendimento disponível subiu para 80,4% no terceiro trimestre (79,1% no final de 2024)”, escreve o governador, que atribui esta tendência ao aumento do crédito à habitação. “Impulsionadas pela subida dos preços das casas e pelo forte crescimento do crédito à habitação, as famílias voltaram a aumentar o seu endividamento, invertendo uma tendência de decréscimo dos anos recentes”, salienta.

Esta evolução contrasta com o que a economia portuguesa tem conseguido nos últimos anos. “Esta redução da dívida tem sido transversal a todos os agentes económicos: famílias, empresas e Estado. A descida do endividamento é essencial, não só porque reduz a nossa exposição a eventuais choques (externos ou internos), como também nos dá maior margem para investir ou consumir”, defende Álvaro Santos Pereira.

O responsável refere ainda que “os dados mais recentes mostram que, de um modo geral, este esforço de desendividamento continua. Em 2025, a dívida pública baixou para 89,7% do PIB e a dívida das empresas não financeiras desceu para 45,3% do PIB”.

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