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Caça ao Paschi: de falido a última bolacha do pacote em dez anos
O Monte dei Paschi virou o centro das atenções do setor bancário com dois candidatos a quererem a instituição para si. O banco mais antigo do mundo tem uma história recente cheia de voltas e reviravoltas. Recorde-a neste artigo, onde também pode visualizar a teia de acionistas que opera por detrás destas transações.
14 Jun 2026 - 10:08
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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
Há precisamente uma semana, o Banca Monte dei Paschi di Siena (MPS) tornou-se o centro das atenções do setor bancário italiano e até europeu. Aquele que é conhecido como o banco mais antigo do mundo protagonizou, no ano passado, uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) bem-sucedida sobre um banco maior, o que o tornou agora um alvo apetecível para outros concorrentes.
No domingo, o Banco BPM convidou publicamente o MPS para encetar conversações sobre uma possível “fusão de iguais” entre as duas instituições. As pretensões de uma combinação entre estes dois bancos não era algo novo, mas surgia algo material pela primeira vez.
Contudo, o avanço do BPM acabou por ser ofuscado por uma jogada mais arriscada: o Intesa Sanpaolo avançou, menos de 24 horas depois, com uma OPA de 30,6 mil milhões sobre o MPS.
Estes são dados já dados e relatados em vários meios, mas contexto nunca é demais. Portanto, o Jornal PT50 traçou uma cronologia do MPS e da sua recente história ziguezagueante, à qual adicionou a rede de acionistas e influências que operam por detrás dos envolvidos nestes negócios que estão a reestruturar o mercado italiano.
No que diz respeito à teia de acionistas, os cruzamentos e conflitos de interesse são evidentes, como, aliás, o sublinhou o ex-líder do Mediobanca, Alberto Nagel, quando se deparou com a OPA do MPS. O então CEO denunciou que havia interesses por parte de alguns acionistas – nomeadamente a Delfin e o Grupo Caltagirone – que tornavam o negócio turvo.
Como se pode observar no gráfico (passar o cursor por cima dos símbolos), estas duas empresas estão presentes no capital da Generali e do MPS e também eram os dois maiores acionistas do Mediobanca antes da OPA. Recorde-se que o Mediobanca tentou avançar com uma compra do Banca Generali para afastar o MPS, mas não conseguiu o aval dos acionistas, o que espoletou precisamente as críticas de Nagel.
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