4 min leitura
Moçambique reforça transferências imediatas com cada vez menos cheques a circular
Os cheques corresponderam a um movimento de 3,28 mil milhões de euros, contra 3,81 mil milhões de euros em 2024, segundo o Banco de Moçambique.
23 Jun 2026 - 10:29
4 min leitura
Foto: Unsplash
Mais recentes
- BNP Paribas reforça operação em Portugal
- Kevin Warsh estará em Sintra no Fórum do BCE
- Membro do Conselho Geral e de Supervisão do Novo Banco renuncia ao mandato após entrar na administração do BPCE
- Criptomoeda da seleção espanhola desvaloriza 40%
- Capital de risco discute condições de sucesso na criação de valor
- BCE pode considerar que UniCredit detém controlo do Commerzbank face a resultado da OPA
Foto: Unsplash
Moçambique tem cada vez menos cheques a circular, com nova queda em 2025, para 810 mil, substituídos por transferências eletrónicas mais imediatas, segundo dados de um relatório do banco central sobre o Sistema Nacional de Pagamentos. “A contínua modernização dos sistemas de liquidação influenciou a utilização dos instrumentos tradicionais de pagamentos interbancários”, destaca o relatório do Banco de Moçambique, explicando que de 2024 para 2025 a emissão de cheques recuou praticamente 25%. Em 2023, o sistema bancário moçambicano tinha processado 949 mil cheques.
No ano passado, esses cheques corresponderam a um movimento de 243 mil milhões de meticais (3,28 mil milhões de euros), contra 282 mil milhões de meticais (3,81 mil milhões de euros) em 2024, segundo os mesmos dados.
Por sua vez, a incidência de cheques sem provisão registou igualmente uma redução em 2025, de 7,55%, passando de 3110 clientes para 2880, observando igualmente uma redução do número de clientes inscritos na ‘lista negra’ (-12,67%) e na ‘lista primária’ (-3,55%), em comparação com 2024. “Esta evolução é consistente com a redução do uso do cheque no sistema de pagamentos”, justifica o banco central.
Além dos cheques, as também tradicionais Transferências Eletrónicas Interbancárias (TEI) acompanharam a queda nos cheques e recuaram 13,2% em 2025, para 2,48 milhões de operações, no valor de 433 mil milhões de meticais (5,85 mil milhões de euros).
“A redução das TEI reflete a consolidação das plataformas de liquidação em tempo real, especialmente do RTGS [sistema de pagamentos em grosso em tempo real], bem como o reforço da interoperabilidade através da SIMOrede. Estes avanços têm favorecido, entre outros, a migração para transferências imediatas, reduzindo progressivamente a utilização de instrumentos tradicionais de pagamento”, lê-se no documento do Banco de Moçambique.
Já este ano, entrou em vigor o novo Sistema de Pagamentos Instantâneos moçambicano, denominado Metix, lançado em março e que vai acabar com as taxas cobradas pelos bancos nas transferências entre particulares, que passam a ser feitas em segundos, anunciou então o governador do banco central. “Apesar dos notáveis progressos registados, persistiam ainda alguns desafios no nosso Sistema Nacional de Pagamentos, particularmente no que respeita à eficiência das transações interbancárias de retalho, nomeadamente em termos de celeridade, comodidade e custos”, disse Rogério Zandamela, em Maputo, no lançamento da plataforma, após dois anos de desenvolvimento.
Com o Metix, “os fundos serão disponibilizados de forma imediata, ou seja, em poucos segundos”, as transferências entre bancos, realizadas por particulares, através desta plataforma, “serão isentas de custos”, o qual estará “disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e 365 dias por ano”.
“Por último: trata-se de um sistema cómodo e de fácil acesso, que poderá ser utilizado através do website, aplicações móveis ou por via de canais USSD dos bancos. O canal USSD garante o acesso ao sistema através de qualquer tipo de telemóvel, sem necessidade de ligação à internet ou de dados móveis, permitindo assim a sua utilização por qualquer cidadão”, acrescentou.
A nova ferramenta insere-se “no amplo projeto de modernização do Sistema Nacional de Pagamentos, que tem vindo a privilegiar a digitalização, a eficiência e a segurança das transações financeiras em Moçambique” desde 2023, como, entre outras, a “interoperabilidade” completa entre as IME e entre estas e os bancos, “promovendo maior integração no sistema financeiro”.
O sistema é “operado e gerido” pela Sociedade Interbancária de Moçambique (SIMO) e prevê que as instituições financeiras podem limitar os montantes máximos diários para transferências imediatas a 200 mil meticais (2670 euros) para pessoas singulares e 500 mil meticais (6680 euros) para pessoas coletivas.
Em Moçambique funcionam 15 bancos comerciais e 12 microbancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança e crédito, entre outras.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- BNP Paribas reforça operação em Portugal
- Kevin Warsh estará em Sintra no Fórum do BCE
- Membro do Conselho Geral e de Supervisão do Novo Banco renuncia ao mandato após entrar na administração do BPCE
- Criptomoeda da seleção espanhola desvaloriza 40%
- Capital de risco discute condições de sucesso na criação de valor
- BCE pode considerar que UniCredit detém controlo do Commerzbank face a resultado da OPA