3 min leitura
Critérios afastam SIBS do projeto-piloto do euro digital
SIBS indica que processo de candidatura se dirigia a instituições bancárias, mas os critérios definidos pelo BCE não corroboram a justificação.
19 Mai 2026 - 14:31
3 min leitura
Foto: SIBS
Mais recentes
- 58% das empresas portuguesas estão a adotar uma postura mais prudente em relação ao endividamento
- CEO da CGD defende criação de um fundo de catástrofes
- BPI mexe no Conselho de Administração após renúncia de Joana Oliveira Freitas
- Euronext reporta lucro de 216,1 milhões no primeiro trimestre
- Banco de Portugal conta com carteira de 1,14 mil milhões em obrigações verdes
- Société Générale multado em 20 milhões pelo regulador francês
Foto: SIBS
Atualizado às 18h03 com correção sobre critérios de elegibilidade da SIBS
A fase de candidaturas para integrar o projeto-piloto do euro digital do Banco Central Europeu (BCE) terminou no passado dia 14 de maio. Questionada pelo Jornal PT50, a SIBS confirmou que não apresentou candidatura.
Segundo explica a entidade dona da rede Multibanco, “o piloto do BCE para testar o euro digital na sua fase beta foi desenhado especificamente para prestadores de serviços de pagamento (PSP), ou seja, instituições bancárias. A SIBS não se enquadra nessa categoria de participantes elegíveis e, por esse motivo, não participou no processo de candidatura”. Mais detalhadamente, a empresa esclarece ainda que são elegíveis apenas entidades que movimentam contas finais, algo que a SIBS não faz.
Iniciativas privadas são “fundamentais para estimular a inovação”
Questionada sobre a relevância do euro digital para o sistema de pagamentos na Europa e a sua conciliação com outras iniciativas privadas das quais a SIBS faz parte, a empresa acredita que tanto o euro digital como essas iniciativas “constituem a base para o desenvolvimento de um setor de pagamentos europeu soberano e resiliente, em que soluções públicas e privadas se reforçam mutuamente”.
Mais ainda, a SIBS considera que os projetos privados em curso “continuam a ser fundamentais para estimular a inovação e a experiência do utilizador, acelerar a adoção no mercado e descobrir novos casos de uso”. Neste sentido, sublinha que “a Europa dispõe já hoje de uma base sólida para a soberania nos pagamentos”, contando com “uma infraestrutura de pagamentos instantâneos com cobertura plena na UE, soluções privadas com elevada confiança dos consumidores, e uma dinâmica crescente de interoperabilidade transfronteiriça”.
A empresa que gere o MB Way reforça também que “a soberania e resiliência de infraestruturas europeias é um tema cada vez mais atual e relevante, incluindo no setor dos pagamentos. De facto, a resiliência de infraestruturas críticas de pagamentos é fundamental para assegurar a segurança e estabilidade económica num contexto de crescente incerteza”. Deste modo, considera que “o euro digital constitui uma iniciativa pública que endereça o objetivo estratégico de soberania nos pagamentos”. Acrescenta ainda que “a cooperação com o setor privado será fundamental para o desenvolvimento efetivo e eficiente do euro digital”.
Mais recentes
- 58% das empresas portuguesas estão a adotar uma postura mais prudente em relação ao endividamento
- CEO da CGD defende criação de um fundo de catástrofes
- BPI mexe no Conselho de Administração após renúncia de Joana Oliveira Freitas
- Euronext reporta lucro de 216,1 milhões no primeiro trimestre
- Banco de Portugal conta com carteira de 1,14 mil milhões em obrigações verdes
- Société Générale multado em 20 milhões pelo regulador francês